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Pernambuco, 16 de junho de 2026

JS Eleições 2026 Opinião

Mais uma pesquisa apontando curva ascendente de Raquel e a descendente de João Campos

Adriano Roberto analisa o crescimento de Raquel Lyra e a queda de João Campos nas mais recentes pesquisas de intenção de votos em Pernambuco

Postado em 16/06/2026 06:49

Jornalista ,

A política pernambucana atravessa um momento de definição que tem redesenhado o mapa das intenções de voto. Ao analisarmos os dados recentes de institutos de pesquisa, como o IPEESP – divulgado hoje pela Folha de Pernambuco – e outros recortes de opinião, o que se observa não é apenas uma fotografia estática, mas uma clara tendência de movimento onde Raquel Lyra (PSD) continua crescendo e João campos (PSB) continua descendo.

Motivo do Crescimento de Raquel

O cenário atual, por si, explica porque a governadora, Raquel está em trajetória ascendente. A consolidação da sua gestão, aliada a um ritmo acelerado de entregas e investimentos estaduais, tem surtido efeito direto na percepção do eleitorado. Raquel tem conseguido romper fronteiras geográficas, saindo do seu reduto histórico no Agreste para ganhar musculatura em regiões onde, anteriormente, sua presença era mais tímida. Essa melhora consistente na avaliação do governo sugere que o eleitor está respondendo positivamente à estabilidade administrativa que a gestão busca transmitir.

O Porque da Queda de João

Por outro lado, o ex-prefeito João Campos enfrenta um desafio que se tornou o principal obstáculo da sua trajetória atual: a estagnação. Mesmo com uma base robusta e uma popularidade inegável na Região Metropolitana do Recife, a transição para uma campanha estadual exige uma capilaridade que, até o momento, não tem demonstrado o fôlego necessário para manter o crescimento nas curvas de intenção de voto. Infelizmente, a tendência sinaliza um arrefecimento, com o ex-prefeito entrando em um ciclo descendente.

A Lembrança Inevitável de 1982

Essa dinâmica nos remete a um capítulo fundamental da nossa história política pernambucana: a eleição de 1982. Naquele pleito, que marcou a retomada das eleições diretas para governador, vivemos uma situação emblemática. Roberto Magalhães parecia ver sua candidatura estagnada diante do forte nome de Marcos Freire. No entanto, quando as urnas e os sentimentos do interior começaram a ser apurados, a virada foi inevitável. Magalhães soube dialogar com o interior do estado de uma forma que consolidou sua vitória, provando que, em Pernambuco, a Região Metropolitana é apenas uma parte do tabuleiro – quem domina a geografia política do interior, domina o resultado final.

A Razão Desse Descompasso

A explicação para esse descompasso é multifatorial. Enquanto o atual governo utiliza a máquina pública para realizar o “casamento” entre a gestão e a necessidade da população – conquistando o eleitor que busca resultados concretos – a oposição encontra dificuldades em expandir seu discurso para além da capital. A política de Pernambuco é movida pelo interior, e quem ignora o peso das regiões distantes da RMR acaba por limitar seu próprio teto eleitoral.

À medida que nos aproximamos do registro oficial das candidaturas, o cenário tende a se cristalizar. Se a tendência atual se confirmar, teremos uma campanha onde a governadora jogará com a vantagem da “ascendência conquistada”, enquanto a frente capitaneada por João Campos precisará de uma mudança radical de estratégia para estancar a queda e tentar reverter um quadro que, hoje, favorece o Palácio do Campo das Princesas.

A Conexão Brasília Pernambuco quer saber:

Você acredita que João Campos ainda teria tempo hábil ou espaço político para tentar replicar esse movimento de “virada pelo interior”, ou Raquel já consolidou sua vitória no interior?