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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Ciência e Tecnologia

O sertão avança conectado no presente e visualizando o seu futuro

Sem dúvidas que isto gera vários impactos. As distâncias se encurtam e a informação circula com grande velocidade. As culturas se misturam com maior rapidez

Postado em 09/08/2021 2021 11:40 , Ciência e Tecnologia. Atualizado em 09/08/2021 11:39

 

 

Em 1999 conclui o curso de graduação em economia defendendo uma monografia que tratava do “e-commerce” ou comércio eletrônico. Era algo que ainda dava seus primeiros passos na comparação dos bilhões de reais que este tipo de transação movimenta hoje na economia brasileira. Ainda existiam os smartphones e o acesso à internet era pelo computador. O que chamava a atenção era a possibilidade de comprar em lojas que não existiam próximo de onde eu residia e, além disso, de poder fazer comparação de preços de forma rápida, baixo custo, podendo escolher o produto na loja que o vendesse pelo menor preço. Era uma aproximação do que os manuais de microeconomia chamavam de informação perfeita do mercado.

Só que a tecnologia revolucionou a vida das pessoas e a economia mais do que se podia imaginar. Vários motivos levaram a isto, como a redução dos preços dos computadores, smartphones com acesso à internet, redução do custo de acesso à internet, aumento da velocidade da conexão e o próprio interesse das famílias e das empresas em participar destas compras on-line. E só vislumbramos a ponta do iceberg de tudo o que será possível fazer com a chegada da internet 5G, que irá conectar os aparelhos eletrodomésticos à internet, por exemplo.



Tudo hoje em dia parece caber dentro de um aparelho de celular com o suporte das “nuvens” de armazenamento de dados. Está no smartphone documentos como RG, CPF, carteira de motorista, o CRLV do automóvel, o título de eleitor, as mensagens de e-mail, os arquivos sincronizados com o computador, o sistema financeiro inteiro, música, entretenimento e as redes sociais. Muitos empregos podem ter sido perdidos devido o avanço tecnológico, mas muitos outros foram gerados nesta área.

Devido a este avanço tecnológico fenomenal e a estrutura existente no sertão que foi possível sobreviver ao período difícil de isolamento na pandemia do novo coronavírus. Os empresários e os trabalhadores investiram em infraestrutura para se adaptar ao trabalho remoto (home office). Nem tudo é possível fazer de forma remota, óbvio, mas ficou claro que muitas pessoas continuaram exercendo suas atividades normalmente e até se tornando mais produtivas desta forma. O setor de serviços, muito afetado na pandemia, mergulhou nos aplicativos de compra e venda, nos negócios pelas redes sociais como Instagram e Whatsapp.

Tem que ser algo muito específico hoje em dia para não se conseguir comprar pelo Ifood ou Pede Aí, os aplicativos disponíveis mais usados no sertão. E o agronegócio não fica atrás. Muitas empresas mantêm redes sociais interessantes, com bastante divulgação de seus produtos. Os grupos de Whatsapp específicos para a cultura da manga, da uva, do tomate, da fruticultura em geral, do agronegócio, existem na casa das centenas. Os produtores trocam informações agronômicas e econômicas nas conversas e compras e vendas também são realizadas. Dentro das fazendas, da mesma forma, informatização, robotização visando melhoria de processos e aumento de lucros.

Sem dúvidas que isto gera vários impactos. As distâncias se encurtam e a informação circula com grande velocidade. As culturas se misturam com maior rapidez. As músicas que a juventude sertaneja escuta, as roupas que usam, expressões, gírias, são praticamente as mesmas que a do litoral, que do Sudeste, do Sul e sofrem influência de outros países também ao mesmo tempo que influenciam. Contudo, é um caminho sem volta onde o sertão avança conectado no presente e visualizando o seu futuro.