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Pernambuco, 13 de abril de 2026

Daniel Lima

Colunista

Posts

O diálogo como ato de amor: o que a psicanálise nos ensina sobre o silêncio nos relacionamentos

O silêncio, portanto, não é ausência de linguagem; é uma linguagem em si. O problema é que, sem palavras, essa linguagem tende a falar apenas de sofrimento.

Postado em 11 de abril de 2026

A travessia que nos faz: páscoa, psicanálise e o tempo do deserto

A ciência da religião, desde Mircea Eliade, nos ajuda a compreender que esses rituais persistem porque atualizam o illud tempus (o tempo sagrado da origem) tornando o passado fundante novamente presente e eficaz

Postado em 4 de abril de 2026

Quando o pensamento adoece: uma escuta psicanalítica sobre o que nos habita

O sujeito se vê preso a narrativas internas que reforçam dor, culpa ou desamparo. Pensar, nesses casos, deixa de ser movimento criativo e se torna prisão silenciosa.

Postado em 28 de março de 2026

Presos na tela: o que acontece com a nossa mente quando não conseguimos largar o celular

Você já pegou o celular sem saber bem por quê? Abriu o Instagram, rolou a tela por alguns minutos (ou talvez por uma hora), sentindo uma mistura estranha de entorpecimento e inquietação? Saiba que não é fraqueza de caráter. É biologia, é psicologia e é, sobretudo, um projeto cuidadosamente desenhado para que você não consiga parar.

Postado em 21 de março de 2026

O que a fofoca diz sobre nós

A fofoca tem má fama. Associamos o hábito à superficialidade, à maldade miúda, ao tempo perdido. Mas talvez essa condenação seja apressada demais

Postado em 14 de março de 2026

Ano Novo e o Ideal: O Cansaço de Ter de Ser Melhor

O verdadeiro recomeço, afinal, não está na lista de metas, mas na coragem de abandonar o ideal que nos exaure e de nos aproximar, finalmente, do que nos torna inteiros.

Postado em 28 de dezembro de 2025

Consumismo natalino e o vazio: por que presentes não preenchem a falta?

Algo não se completa. A psicanálise ajuda a compreender esse mal-estar ao mostrar que o vazio que se tenta preencher com objetos não é um erro da vida moderna, mas uma condição estrutural da experiência humana.

Postado em 22 de dezembro de 2025

A criança que fomos e o natal que inventamos: retornos do inconsciente 

O Natal tem uma capacidade singular de despertar afetos que não pertencem apenas ao presente. Basta um cheiro, uma música ou um gesto familiar para que emoções antigas retornem com força. Isso acontece porque nossa vida psíquica guarda traços que não seguem o tempo do calendário; certas experiências infantis permanecem ativas e são facilmente reativadas quando a atmosfera natalina se aproxima. Por isso tantos se surpreendem com uma alegria intensa ou, ao contrário, com uma tristeza que não sabem explicar: são ecos de uma história emocional profunda.

Postado em 15 de dezembro de 2025

A solidão em tempos de hiperconectividade

As redes prometem pertencimento, mas muitas vezes entregam comparação. O sujeito passa a medir seu valor pelo número de curtidas, visualizações ou comentários

Postado em 7 de dezembro de 2025

O paradoxo da escolha: quando a liberdade se transforma em prisão

Lacan acrescenta uma camada fundamental ao distinguir entre desejo e demanda. Quando o mercado nos oferece infinitas opções, ele responde a uma demanda — a solicitação de objetos que supostamente preencheriam nossas faltas. Mas o desejo opera em outro registro: ele não se satisfaz com objetos concretos, pois sua estrutura é constitutivamente deslizante

Postado em 23 de novembro de 2025

Finados: o que permanece quando tudo passa

Em Luto e Melancolia, Freud diferencia o luto da melancolia. No luto, o sujeito reconhece a perda e, pouco a pouco, se reconcilia com a realidade. Na melancolia, a perda é negada, e a dor se volta contra o próprio eu. Em vez de dizer “perdi alguém”, o sujeito sente-se “perdido”. Por isso, Finados tem uma função psíquica tão importante: ele autoriza o luto, dá lugar social e tempo simbólico à dor, impedindo que ela se transforme em silêncio destrutivo. Lamentar é, paradoxalmente, um modo de preservar a vida.

Postado em 2 de novembro de 2025

O Carrinho Vazio e o Coração Cheio

A Black Friday revela algo profundo sobre a condição humana: nossa relação complexa com o desejo e a falta. Freud descobriu que somos seres constituídos pela falta — não uma deficiência, mas o motor que nos move. O marketing explora isso vendendo não objetos, mas promessas de completude.

Postado em 26 de outubro de 2025