
![]()
Posts
Não se trata de condenar a tecnologia. Trata-se de perceber que, quando não conseguimos mais suportar dois minutos de fila sem pegar o celular (quando a espera virou ameaça e o silêncio, tortura), algo do nosso mundo interno está pedindo atençã
Postado em 17 de maio de 2026
Em termos contemporâneos, cura é a ampliação da liberdade interna, ou seja, desejar sem tanto medo, relacionar-se sem repetir automaticamente os padrões mais dolorosos, habitar a própria experiência de forma mais plena.
Postado em 9 de maio de 2026
Existe um tipo de cansaço que não aparece nos exames. Não tem febre, não tem inflamação, não tem nome clínico imediato
Postado em 2 de maio de 2026
O corpo parado, muitas vezes, é a expressão mais honesta de um psiquismo que não encontra saídas — e forçar o movimento sem escutar esse psiquismo pode, na pior das hipóteses, ser cruel.
Postado em 25 de abril de 2026
Entre a urgência do mundo e o tempo do sujeito: a ansiedade como sinal, não como falha.
Postado em 19 de abril de 2026
O silêncio, portanto, não é ausência de linguagem; é uma linguagem em si. O problema é que, sem palavras, essa linguagem tende a falar apenas de sofrimento.
Postado em 11 de abril de 2026
A ciência da religião, desde Mircea Eliade, nos ajuda a compreender que esses rituais persistem porque atualizam o illud tempus (o tempo sagrado da origem) tornando o passado fundante novamente presente e eficaz
Postado em 4 de abril de 2026
O sujeito se vê preso a narrativas internas que reforçam dor, culpa ou desamparo. Pensar, nesses casos, deixa de ser movimento criativo e se torna prisão silenciosa.
Postado em 28 de março de 2026
Você já pegou o celular sem saber bem por quê? Abriu o Instagram, rolou a tela por alguns minutos (ou talvez por uma hora), sentindo uma mistura estranha de entorpecimento e inquietação? Saiba que não é fraqueza de caráter. É biologia, é psicologia e é, sobretudo, um projeto cuidadosamente desenhado para que você não consiga parar.
Postado em 21 de março de 2026
A fofoca tem má fama. Associamos o hábito à superficialidade, à maldade miúda, ao tempo perdido. Mas talvez essa condenação seja apressada demais
Postado em 14 de março de 2026
O verdadeiro recomeço, afinal, não está na lista de metas, mas na coragem de abandonar o ideal que nos exaure e de nos aproximar, finalmente, do que nos torna inteiros.
Postado em 28 de dezembro de 2025
Algo não se completa. A psicanálise ajuda a compreender esse mal-estar ao mostrar que o vazio que se tenta preencher com objetos não é um erro da vida moderna, mas uma condição estrutural da experiência humana.
Postado em 22 de dezembro de 2025