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Posts
O verdadeiro recomeço, afinal, não está na lista de metas, mas na coragem de abandonar o ideal que nos exaure e de nos aproximar, finalmente, do que nos torna inteiros.
Postado em 28 de dezembro de 2025
Algo não se completa. A psicanálise ajuda a compreender esse mal-estar ao mostrar que o vazio que se tenta preencher com objetos não é um erro da vida moderna, mas uma condição estrutural da experiência humana.
Postado em 22 de dezembro de 2025
O Natal tem uma capacidade singular de despertar afetos que não pertencem apenas ao presente. Basta um cheiro, uma música ou um gesto familiar para que emoções antigas retornem com força. Isso acontece porque nossa vida psíquica guarda traços que não seguem o tempo do calendário; certas experiências infantis permanecem ativas e são facilmente reativadas quando a atmosfera natalina se aproxima. Por isso tantos se surpreendem com uma alegria intensa ou, ao contrário, com uma tristeza que não sabem explicar: são ecos de uma história emocional profunda.
Postado em 15 de dezembro de 2025
As redes prometem pertencimento, mas muitas vezes entregam comparação. O sujeito passa a medir seu valor pelo número de curtidas, visualizações ou comentários
Postado em 7 de dezembro de 2025
Lacan acrescenta uma camada fundamental ao distinguir entre desejo e demanda. Quando o mercado nos oferece infinitas opções, ele responde a uma demanda — a solicitação de objetos que supostamente preencheriam nossas faltas. Mas o desejo opera em outro registro: ele não se satisfaz com objetos concretos, pois sua estrutura é constitutivamente deslizante
Postado em 23 de novembro de 2025
Em Luto e Melancolia, Freud diferencia o luto da melancolia. No luto, o sujeito reconhece a perda e, pouco a pouco, se reconcilia com a realidade. Na melancolia, a perda é negada, e a dor se volta contra o próprio eu. Em vez de dizer “perdi alguém”, o sujeito sente-se “perdido”. Por isso, Finados tem uma função psíquica tão importante: ele autoriza o luto, dá lugar social e tempo simbólico à dor, impedindo que ela se transforme em silêncio destrutivo. Lamentar é, paradoxalmente, um modo de preservar a vida.
Postado em 2 de novembro de 2025
A Black Friday revela algo profundo sobre a condição humana: nossa relação complexa com o desejo e a falta. Freud descobriu que somos seres constituídos pela falta — não uma deficiência, mas o motor que nos move. O marketing explora isso vendendo não objetos, mas promessas de completude.
Postado em 26 de outubro de 2025
No fundo, a psicanálise on-line não é uma versão menor da presencial. É uma modalidade diferente, que exige reinvenção técnica e abertura teórica.
Postado em 20 de setembro de 2025
De um lado, estão os impulsos do id, com toda a potência da vida e da agressividade; de outro, o superego, que pode se tornar um juiz severo e cruel. Quando esse superego assume feições sádicas, o sujeito passa a carregar dentro de si um carrasco interno, sempre pronto a punir.
Postado em 7 de setembro de 2025
A psicanálise aprofunda essa compreensão, mostrando como somos impulsionados por um Supereu exigente e pela busca do desejo do outro, que nunca nos completa.
Postado em 31 de agosto de 2025
Com a experiência de quem há pouco mais de uma década escuta as dores da alma e observa as reviravoltas do nosso mundo, dedico-me hoje a conversar sobre um sofrimento que parece sussurrar – ou gritar – em muitos corações. Falo dos desafios que a nossa alma enfrenta nesses tempos tão conectados, onde o excesso da vida online pode, paradoxalmente, nos desconectar de nós mesmos. Para a nossa coluna no jornal do sertão, convido a um olhar mais profundo, aquele que a psicanálise nos permite.
Postado em 24 de agosto de 2025
A era digital, com sua promessa de conectar mundos e democratizar o acesso à informação, desvela-se, paradoxalmente, como um campo fértil para as mais brutais distorções da condição humana
Postado em 17 de agosto de 2025