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Sem Reforma, Partidos não Praticam Democracia Interna

Angelo Castelo Branco Jornalista e Escritor

 

As decisões tomadas pelas cúpulas dos partidos políticos para a reserva de candidaturas majoritárias aos governos estaduais e ao senado, reacendem a polêmica sobre a necessidade de se revisar o sistema eleitoral brasileiro. Há correntes reivindicando alterações quanto aos procedimentos internos de escolha de candidaturas e sobre a adoção de critérios éticos seletivos mais rigorosos.

 

 Acordos garantem manutenção de poder e obstruem renovação

O modelo político e partidário do Brasil inibe o lançamento de quadros renovadores na medida em que concentra o poder de escolha de candidaturas majoritárias aos “donos dos partidos”. Eles selam acordos monocráticos de coligações facilitadoras da reeleição de seus antigos aliados barrando assim as aspirações e as carreiras de muitos jovens que poderiam oxigenar o ambiente político do país.

 

Eleição primária poderá estimular a oxigenação política

A ditadura interna em vigor nos partidos políticos só seria superada através de uma reforma capaz de obrigar a realização de eleições primárias naquelas instituições. Até lá, o hábito de “esquentar cadeiras” majoritárias e também a homologação de candidatos envolvidos com a justiça, seguirão impedindo um salto qualitativo na história.

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