Entendido — segue só a pauta da Embrapa:
A Embrapa divulgou nesta semana um documento com recomendações de políticas para o setor agrícola, direcionado a candidatos a cargos legislativos e executivos nas eleições de outubro. A publicação, intitulada Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação, está disponível no site da estatal vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
Tamanho do agronegócio brasileiro
Segundo a Embrapa, o PIB do agronegócio chegou a R$ 3,2 trilhões em 2025, o equivalente a 25% do PIB nacional. O setor empregou 28,4 milhões de pessoas no período e respondeu por US$ 169,2 bilhões em exportações, cerca de 48,5% de tudo que o Brasil vendeu ao exterior.
A instituição trabalha no melhoramento genético de sementes para aumentar a tolerância a seca, calor, excesso de água e salinidade, e estima que cada real investido na pesquisa retorna R$ 27,12 à sociedade.
Recorte regional: o Sertão puxando o crescimento
O impacto do agro no interior nordestino também aparece nos números mais recentes. Em Pernambuco, a agropecuária cresceu 1,2% no PIB de 2025, no nono ano consecutivo de expansão, somando 85% de avanço no período, segundo o Instituto de Gestão de Pernambuco (IGPE). No Nordeste como um todo, o PIB agropecuário superou R$ 135,6 bilhões em 2025, alta de 6,5% sobre o ano anterior, impulsionada por grãos, pecuária bovina e de aves, além de fruticultura irrigada e cana de açúcar, segundo levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste.
Dados também mostram que municípios do Sertão e do Agreste puxaram o crescimento do PIB pernambucano em 2025, com avanço acelerado no interior enquanto a capital cresceu em ritmo mais moderado, reforçando a leitura de que o desempenho da produção agrícola regional tem peso crescente na economia do Estado. CEPEA
Seis temas estratégicos
A carta da Embrapa organiza as recomendações em seis eixos:
- Segurança alimentar e nutricional
- Agricultura sustentável e resiliência à mudança do clima
- Bioeconomia e desenvolvimento sustentável
- Transição energética e bioenergia
- Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural
- Transformação digital no meio rural
Sobre segurança alimentar, o documento defende reduzir a dependência de insumos importados. Os técnicos afirmam que a insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva aumenta as vulnerabilidades, amplia a dependência de insumos importados e eleva a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos. Agrinordeste 2026
Brasil como referência em produção sustentável
A publicação também posiciona o país como candidato natural à liderança na agricultura tropical de baixo carbono, destacando que o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como referência global em produção sustentável e de baixa emissão de carbono, conciliando competitividade, segurança alimentar e conservação ambiental. A Embrapa cita ainda projeção do Ipea de que a demora em enfrentar as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia até 2050. Agrinordeste 2026
Em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos, a instituição avalia que o país pode diversificar sua matriz energética e estimular o desenvolvimento regional, já que o fortalecimento dessas capacidades permitirá consolidar vantagens competitivas existentes e posicionar o país como referência global em soluções sustentáveis para energia, clima e bioeconomia. Agrinordeste 2026
O papel de Executivo e Legislativo
O documento também separa responsabilidades entre os poderes. Ao Legislativo caberia definir as condições institucionais, regulatórias e orçamentárias do setor, já que, segundo a Embrapa, sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo. Agrinordeste 2026
Fonte Agência Brasil










