A fumaça vendida nos palanques do PSB no Recife contrasta de forma berrante com o demonstrado nas intenções das urnas (revelada pelas pesquisas) e a degradação institucional em Brasília. Quem acompanha o momento político sem a viseira da paixão partidária enxerga com clareza o abismo entre narrativa e realidade. Em todos os sentidos, o que se mostra diante das luzes dos gabinetes ministeriais, palanques e dos estúdios na TV, não bate com a vontade do eleitor.
O conto de vigário de João Campos e o sumiço de Lula
Enquanto isso, a militância do PSB segue alimentada a cuscuz e ilusão. O prefeito João Campos insiste na promessa de que Lula desembarcará no Recife para ungir seus apadrinhados. Diz a militância que Lula viria ou a Recife, ou Garanhuns e até mesmo a Caruaru (pasmem) reduto da governadora, mas o Palácio do Planalto não moveu uma única palha nos bastidores. As agendas oficiais, os protocolos de segurança e a inteligência do governo confirmam o que este blog cravou semanas atrás: Lula não pisa em Pernambuco no primeiro turno.
A lógica do petismo nacional é fria: o Nordeste é tratado como território cativo, e o presidente priorizou colégios onde o governo sangra e corre risco real de vexame nas urnas, leia-se Sudeste e Sul do país. Vir ao Recife agora significaria arbitrar rusgas paroquiais, pisar em ovos e dividir o palanque em terra conflagrada. Lula prefere o conforto de Brasília e deixa a Frente Popular falando sozinha, alimentando uma romaria fantasma para não desmontar o entusiasmo da tropa antes da hora. Quando a ficha cair a frustração será maior que a realidade.
Flávio em solo recifense: o freio de arrumação na direita
Ao contrario do sonho da Frente Popular a chegada de Flávio Bolsonaro ao Recife amanhã esta confirmadíssima e não é apenas uma visita cerimonial: trata-se da injeção de ânimo que faltava para blindar e alavancar a postulação de Mendonça Filho ao Senado. Ao fincar a bandeira bolsonarista na capital, o senador estanca boatos, une as alas conservadoras e canaliza o antipetismo militante diretamente para a chapa majoritária. Para Mendonça, a agenda funciona como um megafone na reta final: consolida o eleitorado convicto e coloca pressão máxima nos adversários que tentavam surfar no eleitorado de centro-direita sem assumir compromissos firmes.
O teatro deprimente no STF e o cansaço do eleitor
Para fechar o quadro, não poderia deixar de falar da vergonha nacional, o país para hoje para assistir à sessão extraordinária no Supremo Tribunal Federal. O espetáculo do tribunal tendo de julgar o próprio umbigo – com o caso Banco Master e as mensagens envolvendo ministros no centro da crise – escancara a erosão sem precedentes da Suprema Corte. Em vez de atuar como âncora de estabilidade da República, o STF oferece um balcão corporativo de blindagens e disputas internas transmitido ao vivo.
Essa deterioração não fica restrita ao Planalto Central: ela contamina diretamente o humor do eleitor pernambucano, que já não suporta mais o cinismo de quem usa as instituições e os mandatos para encenar peças de ficção em proveito próprio. Claro que esse clima influi e muito nas decisões de quem está indeciso e caminha para longe dos que apoiam os “supremos” envolvidos nesta vergonha nacional.
A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: O que será que vai acontecer hoje no STF, tudo ou nada?










