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PSB de João Campos ignora apelo de Tabata, e candidato condenado por agredir ex-mulher recebe maior verba eleitoral

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Candidato ao Governo de Pernambuco e presidente nacional do PSB, João Campos tem feito críticas severas ao aumento dos índices de feminicídio e de violência contra a mulher. Um caso dentro do próprio partido, porém, passou a ser questionado. Fábio Tyrone, ex-prefeito de Sousa, condenado por violência doméstica, se tornou o principal beneficiário do fundo eleitoral do PSB na Paraíba nas eleições de 2026.

Quanto recebeu Fábio Tyrone

Tyrone recebeu cerca de R$ 1,5 milhão para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Desse total, R$ 1,333 milhão foi registrado como transferência feita pela Direção Nacional do PSB.

A condenação por agressão

Tyrone foi condenado pela Justiça por agredir a então namorada, a advogada Myriam Gadelha, em 2018. A pena inicial foi de um ano, quatro meses e sete dias de detenção. Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça reduziu a pena para dez meses e 25 dias, decisão que alterou sua situação eleitoral.

O pedido de expulsão

Logo após a decisão, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), esposa de João Campos, pediu a expulsão de Tyrone da legenda. Ela afirmou: “Não podemos ter nenhuma tolerância quando estamos falando de violência contra as mulheres.”

O pedido não teve efeito prático. Sem punição, Tyrone permaneceu filiado ao PSB, foi candidato e recebeu uma das maiores parcelas de recursos eleitorais distribuídas pelo partido.

O que diz João Campos

Em meio a uma campanha acirrada contra a governadora Raquel Lyra (PSD), João Campos afirma defender a expulsão de Tyrone. Somente cinco meses após o pedido da esposa, em 23 de setembro, ele solicitou que o caso fosse analisado diretamente pelo Conselho Nacional de Ética do PSB e disse ter “reafirmado” seu pedido de expulsão. Segundo Campos, a definição sobre a distribuição do fundo eleitoral cabe ao diretório estadual.

O ponto em questão

O caso levanta um questionamento político: o combate à violência contra a mulher aparece como bandeira pública do partido, mas um candidato condenado por violência doméstica permaneceu na legenda, disputou a eleição e recebeu mais de R$ 1,5 milhão para sua campanha.

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