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Pernambuco, 11 de junho de 2026

Economia

Perspectivas Econômica do Setor Industrial para 2021

O ano de 2021 é esperado com otimismo pelo   empresariado  industrial do estado, mesmo diante das incertezas e desafios  a serem enfrentados pelo segmento

Postado em 28/12/2020 14:38

Foto: Divulgação

Mesmo com a ressonância advinda da COVID-19, que espera seja imunizada,  a confiança do empresariado industrial está em alta para  2021. Com o fim do auxílio emergencial que deve impactar a população e, consequentemente, o setor produtivo, a maior expectativa, no entanto, vem da possibilidade da aprovação das reformas administrativa e tributárias  previstas  para o novo  ano. Medidas  que darão o tom,  caso sejam  aprovadas, pois são medidas essenciais  para que  a economia retome  o ritmo de crescimento.

Recuperação Econômica é uma realidade

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), Ricardo Essinger,  a recuperação econômica é uma realidade e já está em andamento, mas o crescimento econômico precisa ocorrer antes do  terceiro e quarto trimestres, caso contrário,   não será  suficientes para salvar o  ano. Este ano o resultado do PIB do Brasil deve cair 4,3%,  na comparação com 2019, enquanto que o PIB industrial, 3,5%. A queda do PIB  projetada em 2020 ficou muito próxima à prevista no cenário base do primeiro Informe, Conjuntural,  do ano, realizado em maio. Em 2021 a expectativa é de um crescimento de 4,0%, do PIB e, de 4,4%, do PIB industrial – números que poderão ser revisados no decorrer do próximo ano.

Informações sobre a dívida Pública 

Estes dados foram divulgados recentemente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que, além desses entraves, trouxe informações da dívida pública com relação ao PIB, que passou de 75,8%, em 2019, para 92,8%, em 2020, com oscilação para 92,6%, em 2021. “Será necessário equilibrar as contas públicas e atrair investidores que aceitem o risco do País. Para elevar a confiança dos investidores será necessário consolidar a reforma trabalhista e tirar do papel algumas reformas estruturais, como as reformas administrativa e tributária, além do pacto federativo e as privatizações”, ressaltou Essinger.

Produção Industrial no Estado tem saldo Positivo em 2020

No âmbito estadual, a expectativa é que a Produção Industrial encerre 2020 com saldo positivo, já que o desempenho de Pernambuco vem sendo bom com uma alta de 2,4% no acumulado do ano, muito em razão da demanda reprimida. O resultado mais recente, de outubro, também foi positivo, de 7,2%. A confiança dos empresários do segmento industrial também vem dando sinais de melhora, atingindo a marca de 58,9 pontos em dezembro, mas ainda permanece abaixo do apresentado antes da pandemia, em fevereiro deste ano, quando a confiança atingiu 62,3 pontos.

Embora as indústrias de Pernambuco venham reagindo com estabilidade dentro do cenário de crise, existe uma preocupação em torno do fechamento dos pontos de trabalho. O Estado perdeu quase 15 mil postos de emprego entre janeiro e outubro de 2020. No Brasil, foram mais de 170 mil. A taxa de desocupação em Pernambuco ficou em 18,8% no terceiro trimestre deste ano, se configurando como um dos estados com a taxa mais alta do País, atrás apenas da Bahia, Sergipe, Alagoas e do Rio de Janeiro.

Renda da População é fundamental para consumo do Setor

“Esse cenário é sinal de alerta, pois sem renda as pessoas deixam de consumir e o setor poderá, mais uma vez ser penalizado sem ter como escoar os seus estoques”, relembrou Ricardo Essinger. No começo do isolamento social, boa parte das empresas ficaram sem vender e, com a retomada do consumo, surpreendidos  pela demanda que estava represada e, naturalmente, pelo aumento dos insumos por conta do efeito do dólar”, concluiu Essinger, reforçando que uma segunda onda do coronavírus penalizaria, além das vidas, drasticamente o setor.

A CNI projeta ainda que a dificuldade de se obter insumos deverá terminar no segundo trimestre de 2021, assim como a pressão sobre os preços, como resultado tanto da valorização do real, como da reorganização das cadeias produtivas.

JS Economia