
Vacinas de Oxford/AstraZeneca e CovonaVac são aprovadas pela Anvisa com monitoramento de risco
Ministro da Saúde anuncia distribuição para todo o país nesta segunda-feira, 18 de janeiro
Postado em 17/01/2021 17:16

Relatora Meiruze Freitas da solicitações de uso emergencial reprodução TV Brasil
Neste domingo, 17 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), realizou uma reunião extraordinária onde liberou, com ressalvas, o uso emergencial das vacinas de Oxford/AstraZeneca, parceiro da FioCruz e a Coronavac, produzida no Brasil pelo laboratório Sinovac em parceria com o Butantan. A decisão garante o início dos planos de imunização no país com as vacinas importadas num total de 8 milhões de doses.
A diretora da Anvisa e relatora da solicitação, Meiruze Freitas, foi a primeira a votar e deu parecer favorável do uso emergencial temporário dos imunizantes. “Ressalvadas algumas incertezas pelo estágio das vacinas em desenvolvimento, os benefícios das duas candidatas superam os riscos e ambas atendem os critérios de eficácia e segurança”, pontuou a relatora. Os outros diretores seguiram o voto da relatora e aprovaram os pedidos por unanimidade.

Incertezas devem ser monitoradas
De acordo com o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes, apesar da falta de dados sobre as vacinas, o uso das mesmas teria benefícios pelo estágio da pandemia no Brasil e ausência de uma alternativa terapêutica contra a Covid-19.
Nos dois casos, a recomendação foi para aprovação com monitoramento das “incertezas e reavaliação periódica,” dos dados o imunizante. A eficácia geral da vacina de Oxford/AstraZeneca é de 70,42%. No Brasil, com duas doses, a eficácia ficou em 62%. Já a Coronavac teve eficácia calculada de 50,39%
Distribuição da vacina nos estados
Logo após o fim da reunião da Anvisa, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello garantiu que na segunda-feira, 18 de janeiro, a partir das 7h, o Governo Federal inicia a distribuição das doses para todos os estados, mas não detalhou a logística de distribuição das vacinas.
No entanto, o ministro pontuou que as seis milhões de doses disponíveis no Brasil, lotes da CoronaVac, serão distribuídas de forma igualitária e simultânea.

A enfermeira Mônica Calazans de SP é a primeira brasileira a ser vacinada no país fora de estudos clínicos. Foto: Reprodução Redes Sociais
Primeira vacina aplicada no Brasil
Ainda hoje, o termo de compromisso com o Instituto Butantan pode ser publicado no Diário Oficial da União, em edição extra. De acordo com a Anvisa, o termo já está pronto e será publicado assim que for assinado.
Após aprovação da Anvisa, governo de São Paulo aplicou a primeira dose da CoronaVac. A mulher que recebeu a dose no país, fora de estudos clínicos foi a enfermeira de 54 anos, Mônica Calazans. Ela atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. A aplicação da vacina aconteceu antes do pronunciamento do governo paulista no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Uso emergencial da vacina Sputnik V é negado
A Anvisa informou na noite de sábado, 16 de janeiro, que os documentos entregues pelo laboratório União Química e o Fundo de Investimento da Rússia, responsáveis pela vacina Sputnik V, foram restituídos por não apresentarem requisitos mínimos. De acordo com a agência, para que o pedido fosse analisado, é necessário que os estudos clínicos de fase 3 estejam em andamento, e não apenas autorizados.
JS Saúde
