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Em busca da chapa perfeita | Por Welington Júnior

Welington Júnior Jornalista, especialista em gestão pública e mestre em educação; professor universitário e gestor de marcar

Montar uma majoritária para eleições não é uma tarefa fácil. Colocar egos, vaidades, estratégias de posicionamento, pesos partidários e eleitorais no mesmo balaio é pior que uma equação do segundo grau.

Em Pernambuco, para as eleições de outubro, esse cenário está muito claro. Todas as chapas competitivas estão sofrendo com suas composições. A busca do perfil que concentre todas as qualidades/necessidades para potencializar as chapas está tirando o sono dos maiores articuladores do Estado.

Na vaga de vice, por exemplo, nenhuma das chapas declarou o (a) postulante oficial. O cargo deixou de ser coadjuvante há muito tempo. O companheiro (a) de chapa tem um papel de equilibrar e agregar posturas, votos, tempos de TV e eleitorado que faltem ao titular.

Conjecturas estão sendo formadas, cenários desenhados, mas nada definido.

Miguel Coelho (UB) busca um(a) vice mais litorânea, para tentar compensar o ainda desconhecimento no Cais. Se for mulher, melhor, pois a chapa teria um ‘lugar de fala’ com o eleitorado. Raquel Lyra (PSDB) tem uma boa carta na manga: a deputada estadual Priscila Krause (Cidadania). A parlamentar tem uma boa inserção no Recife, onde disputou as duas últimas eleições para a prefeitura (uma como cabeça e outra como vice de Mendonça) e goza do respeito da população por sua postura oposicionista ao PSB.

Anderson Ferreira (PL) também não deu nenhum sinal de quem vai ocupar esse posto. Com a dificuldade de montar um palanque, pode recorrer com uma figura bolsonarista – que não agrega muito, pois já é um eleitorado que ele surfa. Marília Arraes (SD), a última a entrar no páreo, também não fez indicações claras, fora a ventilação do nome do ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio.

No governo, Danilo Cabral ( PSB) sofre para manter a base. Poucos, ou quase ninguém, almejam a vice de forma ferrenha. O PT jogou arreia na fogueira com a desistência da deputada estadual Teresa Leitão para o cargo.

Ainda para completar a chapa, tem a vaga para o Senado. O cenário continua embolado. O único que tem definição é Anderson Ferreira, onde o ex-ministro Gilson Machado já se agarrou ao cargo, sendo mais uma indicação bolsonarista.

No governo, além do PT que exige publicamente a vaga, o PCdoB lançou a vice-governadora, Luciana Santos, gerando mais uma instabilidade. Miguel e Marília não apontaram quem estará ao lado deles na busca pela Casa Alta.

O que se sabe é que os espaços estão abertos para as negociações de última hora. As vezes serão preenchidos por nomes que se desejam, outras, por nomes disponíveis.

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