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Pernambuco, 13 de junho de 2026

Economia

Entenda por que a Fenearte 2026 é o maior negócio da economia criativa de Pernambuco

Sob o tema “Seleiros de Pernambuco: Ofício que Transforma”, a feira vai reverenciar a tradição do trabalho em couro no estado e será realizada entre os dias 8 e 19 de julho, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda

Postado em 11/06/2026 10:16

Fenearte terá estandes financiados pela Agência de Empreendedorismo de Pernambuco

Com investimento recorde de R$ 16 milhões e expectativa de superar os R$ 163 milhões movimentados em 2025, a 26ª edição da maior feira de artesanato da América Latina coloca o Sertão no centro do debate sobre desenvolvimento econômico e identidade cultural

A Feira Nacional de Negócios do Artesanato chega à sua 26ª edição com um investimento de R$ 16 milhões e vai reunir mais de 5 mil artesãos, expositores e empreendedores em cerca de 700 espaços de comercialização. O número impressiona não apenas pelo porte — é o maior aporte financeiro da história do evento —, mas pelo que representa para uma cadeia produtiva que vai da aldeia indígena de Pesqueira ao couro trabalhado nas oficinas do Sertão Central.

O crescimento que os números contam

A gestão estadual dobrou o investimento na feira: eram cerca de R$ 7 milhões, que subiram para R$ 15 milhões e agora chegam a R$ 16 milhões. Essa dobra no investimento representa mais de 216% de crescimento na circulação da economia.

Em 2025, o evento registrou uma movimentação financeira de R$ 163 milhões, atraiu aproximadamente 340 mil visitantes e alcançou índice de aprovação de 99% do público. A expectativa para 2026 é superar esses números em todas as frentes. A secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, ressaltou que a Fenearte movimenta não apenas o artesanato, mas também o turismo, a moda autoral, o design e toda a cadeia da economia criativa, projetando Pernambuco para o mundo.

O que há de novo na 26ª edição

Um dos pontos centrais desta edição será a Alameda dos Mestres, que terá 63 estandes ocupados por mestras e mestres vivos. A artesã Francisca Xukuru, do povo Xukuru, da Aldeia Pé de Serra dos Nogueiras, em Pesqueira, passará a integrar a alameda a partir deste ano.

Entre os destaques, está o Palco Pernambuco Meu País, com mais de 70 atrações culturais, e o serviço de transporte gratuito, com saída de cinco shoppings da Região Metropolitana do Recife. O público poderá conferir também exposições, oficinas, lançamentos de livros e aulas de gastronomia com transmissão online.

A voz do Sertão na feira

O artesão Irineu do Mestre, do município de Salgueiro, no Sertão Central, esteve presente no lançamento. Para ele, a homenagem ao couro na Fenearte 2026 representa um reconhecimento não apenas ao trabalho dos artesãos, mas à identidade viva do sertanejo. É exatamente esse elo — entre o artesão do interior e o mercado nacional e internacional que a Fenearte conecta — que torna a feira muito mais do que um evento cultural. Ela é, na prática, uma política pública de geração de renda para municípios que têm no artesanato uma das poucas cadeias produtivas com identidade própria e mercado garantido.

A diretora-geral de Promoção Criativa da Adepe, Camila Bandeira, resumiu bem o peso do evento: “A feira tem uma importância muito grande do ponto de vista afetivo para o público, para os visitantes, para todos nós, mas, sobretudo, para a economia.”