
A política pernambucana atravessa um momento de tensão nos bastidores, e o epicentro dessa movimentação não é o Palácio do Campo das Princesas, mas sim as articulações em Brasília. A recente reunião entre a governadora Raquel Lyra e as cúpulas do União Brasil e do Progressistas (PP) deixou claro que a disputa pela vaga ao Senado na chapa majoritária ainda é um “nó” difícil de desatar.
O impasse da Federação
O problema central reside na Federação União Progressista. O que deveria ser uma união de forças tornou-se um ringue de interesses distintos. De um lado, o PP, com a chancela de Ciro Nogueira, mantém a pré-candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte. De outro, o União Brasil, sob o comando de Antonio Rueda, pavimenta o caminho para Miguel Coelho. A tentativa de imposição do nome de Dudu da Fonte pelo diretório estadual do PP, meses atrás, foi prontamente barrada pela Executiva Nacional do União, que exige um consenso que, até agora, não apareceu.
O prazo de 48 horas e a esperança de trégua
Na reunião desta semana, a governadora Raquel buscou atuar como a fiel da balança, reunindo Rueda, Ciro Nogueira e os principais atores envolvidos. O tom foi de tentativa de apaziguamento. Ciro Nogueira, reconhecendo o desgaste, pediu um prazo de 48 horas para dialogar pessoalmente com Eduardo da Fonte.
O objetivo
O cacique do União mostrou que quer encontrar uma saída honrosa que não deixe cicatrizes em uma aliança fundamental no projeto de reeleição da governadora. O desfecho dessa costura deve ocorrer na próxima sexta-feira (10), em uma reunião virtual que promete definir os rumos da federação para 2026. Para entender a magnitude do desafio de Raquel Lyra, basta olhar para o entorno.
O PSD no radar
Enquanto a Federação discute, o PSD da governadora vive seu próprio conflito interno, com Túlio Gadêlha e Fernando Dueire travando uma disputa silenciosa, mas intensa, pela outra vaga ao Senado.
O PL na prateleira
A estratégia palaciana segue clara em manter o PL de Anderson Ferreira mais distante, mas focando na consolidação de uma frente de centro-direita que sustente o governo.
A estratégia do silêncio
Como já comentamos fartamente aqui a nossa coluna, Raquel tem usado a neutralidade como um escudo. Ao não antecipar o palanque, ela ganha fôlego para negociar, mas também corre o risco de ver aliados impacientes buscarem outros rumos se a indefinição se prolongar. Uma coisa está bem clara: Raquel tem um plano B a disposição dela no próprio partido, com 2 candidatos que estão andando ao lado dela o tempo todo nesta campanha.
O recado está dado! A governadora quer unidade, mas o preço dessa união ainda está sendo negociado na moeda mais cara da política atual – a vaga ao Senado. Sexta-feira será o dia de conferir se a habilidade política de Raquel foi suficiente para evitar o rompimento entre PP e União.
A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: a essa altura das movimentações partidárias será que tanto PP como União buscariam outros rumos para poder lançar candidatura avulsa?










