
Memória afetiva de um Sertanejo em Lisboa Por César Rocha
Quando penso no Rio São Francisco, no que aprendi ao seguir a sua correnteza no trecho da minha infância, é um pouco disto o que sinto ao ler pessoa (O Tejo é mais belo, Alberto Caeiro) Por César Rocha
Postado em 07/01/2021 07:05

Cesar Rocha é Jornalista, sócio das agências de marketing WCOM Portugal e da Caisnovo Comunicação, no Brasil. cesar@wcomportugal.com
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
(…)
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
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