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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Economia

Sertão tem um cenário promissor com grande potencial de geração de energia solar

Presidente da empresa Insole, Ananias Gomes, apresenta uma análise do mercado regional e fala da importância do Sertão para a produção de energia limpa no Brasil.

Postado em 12/08/2021 2021 14:00 , Economia. Atualizado em 13/08/2021 09:54

Jornalista , Editor Antônio José em Economia

O cenário está posto: O país está atravessando uma grave crise hídrica. Os empresários estão preocupados com a possibilidade de apagão e, consequentemente, com os custos maiores na conta de luz. Esse é o resumo de um levantamento feito com empresários pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) com 572 empresários brasileiros.

Imagem Divulgação

 

Segundo a pesquisa, 83% dos empresários afirmam que o maior medo é o aumento no custo da energia; 63% se dizem preocupados com o risco de racionamento e 61% afirmam estar receosos com a possibilidade de instabilidade ou de interrupções no fornecimento de energia. A pesquisa mostra ainda que 98% deles acreditam que haverá aumento dos preços da conta de luz.

Reagindo a esse cenário, 34% dos empresários afirmaram pretendem intensificar os investimentos em eficiência energética. Investimentos que o Sertão pernambucano já vivencia. Por isso, empresas como a Insole já colocaram os dois pés na região, privilegiada pela alta incidência de luz solar.

 



A Insole é uma clean-fintech brasileira, fundada em 2013, que oferece soluções financeiras por meio da conta de energia. Já são sete anos de mercado, com mais de 200 experts. Atualmente ela conta com mais de 500 clientes no Sertão, cerca de 100 clientes só em Petrolina.

O primeiro projeto na região teve início em 2014, em Arcoverde, que foi o segundo projeto de energia solar do estado de Pernambuco. Por isso, o Jornal do Sertão conversou com o presidente da Insole, Ananias Gomes, que apresentou uma análise do cenário de produção energia solar na região e falou do futuro do setor.

Presidente da empresa Insole, Ananias Gomes / Divulgação

 

JS – A empresa identificou crescimento de sua atuação no Sertão recentemente? É possível traduzir em números?
AG – O Sertão sempre foi um grande potencial de projetos pela própria característica geográfica e pelo perfil dos clientes. Nos últimos três anos, ampliamos a nossa atuação, realizando mais projetos na região e a nossa meta é dobrar a atuação e volume de projetos no local.

JS– Há outros municípios do sertão com operação da empresa?
AG – Além de Petrolina, temos outros projetos ao longo de todo o Sertão, em cidades como Serra Talhada, Afogados da Ingazeira e Arcoverde. Nesse momento, estamos em processo de expansão com a contratação de times de venda que atuarão diretamente na própria região.

JS – Como a Insole avalia o comportamento do mercado sertanejo nesse seguimento de energia solar?
AG – Para se ter uma ideia, Petrolina é a 10ª cidade com maior geração de energia solar no Brasil, tendo um volume de potência instalada de 29,5MW, representando 0,6% do total nacional. E mesmo já tendo essa forte participação, a projeção para os próximos anos é que esse número cresça muito mais, principalmente por ser uma região que vem sendo cenário de grandes investimentos e desenvolvimento.

JS– É possível que em médio ou longo prazo a energia solar vire a principal fonte energética do país?
AG – O mercado de energia solar está em ascensão e se consolida cada vez mais como uma tendência, principalmente agora durante a pandemia, pelo momento de crise econômica e reajustes de energia, mas vai além disso, pois garante benefícios duradouros. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), constatou que no ano de 2019 as instalações para consumo de energia renováveis triplicaram. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) reforça esse crescimento, trazendo dados de que o Brasil em 2020 alcançou a marca de 5,5 GW de potência instalados, número com enorme potencial de expansão.

Como costumamos dizer por aqui, a geração distribuída já é uma realidade, além de uma alternativa de sustentabilidade, economia e inovação. A tendência é que mais brasileiros façam a opção de mudar a forma de consumir energia para um modelo mais moderno e vantajoso.

JS– Qual a contribuição da região sertaneja para esse fim?
AG – O sertão pernambucano tem um cenário promissor como uma das regiões com maior potencial de geração de energia solar, por ser uma área com irradiação solar maior em comparação a outras regiões do país. Se tem uma coisa que é característica da região é a habilidade de se reinventar e saber utilizar da melhor maneira os recursos naturais disponíveis. A expectativa é que o sertão gere cada vez mais energia dessa fonte renovável que é o sol, e se consolide ainda mais nesse ranking nacional.