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A arte da conciliação: Raquel Lyra reedita o estilo agregador de Eduardo Campos e amplia palanque em Pernambuco

A cena política de início da campanha pernambucana registrou um daqueles momentos que dizem muito sobre os rumos de uma disputa: a presença de Gilson Machado na inauguração do comitê da governadora Raquel Lyra. 

Em tempos de polarização estridente, o gesto vai além da mera cortesia e revela uma governadora focada na habilidade mais valiosa da política tradicional: a capacidade de dialogar, acolher diferentes forças e construir pontes onde muitos preferem erguer muros.

Essa postura de abertura e trânsito livre entre diferentes matrizes ideológicas evoca de imediato a memória e a prática de Eduardo Campos. O ex-governador – pai do prefeito do Recife, João Campos – fez história no estado justamente pela aptidão para o diálogo amplo, unindo da esquerda à direita em torno de um projeto comum de gestão e desenvolvimento. Raquel Lyra parece resgatar com maestria essa escola política, demonstrando maturidade e um desprendimento raro.

Ao abrir as portas e receber lideranças de todas as colorações partidárias, Raquel não apenas desarma palanques adversários, mas fortalece de maneira decisiva sua sustentação eleitoral. “Política é a arte de somar”, dizia o então governador Eduardo e quem consegue agregar pontas antes distantes demonstra liderança e capacidade de articulação.

Com o comitê em festa e um arco de alianças que se espalha da capital ao Sertão, a governadora envia um recado nítido a Pernambuco: está pavimentando uma frente ampla, robusta e competitiva para definir o jogo já no primeiro turno.

A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: João Campos vai aguentar o estilo Raquel de fazer política até o final da campanha.

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