Um problema internacional virou uma questão a ser enfrentada no Sertão pernambucano. A crise na Venezuela causou saída de muitos habitantes para o Brasil. E Petrolina, conhecida como a capital do Vale do São Francisco, acabou atraindo parte dessas pessoas. O problema é que nem todos conseguiram oportunidades de emprego no município sertanejo e agora vivem em situação de vulnerabilidade social.
Diante desse cenário, diversas instituições de Petrolina estão unindo forças com um objetivo para garantir a proteção de crianças venezuelanas que estão em situação de mendicância e risco nas ruas da cidade. Representantes do Poder Judiciário – Vara da Infância; Ministério Público (MPPE); Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (Sedesdh); Guarda Civil Municipal e Autarquia Municipal de Mobilidade (Ammpla); Conselho Tutelar e Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente reuniram, nesta quarta-feira (22), numa ação de prevenção com objetivo de notificar os pais e responsáveis pelos menores.

A secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Petrolina, Glaucia Andrade, lembra que a ação conjunta tem o objetivo de proteger as crianças. “A união da rede de proteção à criança e ao adolescente culminou nessa ação, que é um esforço conjunto para reforçarmos, ainda mais, as orientações e disponibilizar os serviços sociais, além de sensibilizar as famílias venezuelanas sobre os direitos e proteção aos menores, uma vez em que, devido a fatores culturais, eles apresentam muita resistência ao acolhimento a suas famílias”, disse.
Durante a ação as equipes saíram às ruas e entregaram uma notificação aos pais e responsáveis pelas crianças para que elas sejam retiradas das ruas. Trata-se de uma ação preventiva, cujo principal objetivo é resguardar os direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.












