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Pernambuco, 26 de maio de 2026

Educação

“FELICIDADE SIM”. Por Diedson Alves

A necessidade de ser feliz tornou se algo ainda mais cobiçado diante dos dois últimos anos de desidratação econômica e social.

Postado em 08/02/2022 19:27

Colunista

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação

Por onde passo, as pessoas que converso, os bate papos, as discussões em sala de aula, nas aulas de filosofia, a temática que mais encanta, mais chama atenção, mais buscada pelo ser humano é a felicidade. A necessidade de ser feliz tornou se algo ainda mais cobiçado diante dos dois últimos anos de desidratação econômica e social.

Essa busca não é de hoje, os antigos gregos já buscam conceituar e vivenciar a tão sonhada felicidade, para Aristóteles: “consiste em uma atividade da alma conforme a virtude. É o bem supremo, que tem um fim em si mesmo, sendo almejado por todos..” Mas o que seria esse bem supremo? Que fim em si mesmo poderia trazer tamanha alegria?

Jogo aqui ainda mais uma pitada nessa busca, a crise, o momento de incertezas, os traumas econômicos, sociais, políticos e pessoais de uma pandemia com desdobramentos ainda em processo, com picos e variáveis que assombram toda a humanidade.

O historiador Leandro Karnal, diante do contexto ainda vivenciado, traz uma nova perspectiva em que “a felicidade é um processo de construção histórica que depende de nossas escolhas feitas durante a vida”. Acrescenta ainda: “É preciso botar a mão na consciência, aproveitar tudo que está à nossa disposição e seguir. Pois para ser feliz é preciso coragem”.

Para dar mais um tato a essa reflexão trago o olhar do filósofo Mário Sérgio Cortella: “Felicidade não é algo em que você, ao desejar, ao atingir, senta, repousa, relaxa e pode se deleitar”. Acrescenta ainda, “Há pessoas que dizem: Um dia eu vou ser feliz e eu digo: nunca o será. Afinal de contas, a felicidade não é um ponto futuro”.

Assim a filosofia e a história se encontram, o contexto exige coragem, protagonismo, decisão e ao mesmo tempo entender que a felicidade se vive no momento, nas pequenas coisas, nas relações que se constroem dia a dia, no sentido que em si só se explicam. Só assim a vida vale a pena a ponto de encarar todas as adversidades que nos são colocadas em cada fase da nossa vida.