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Pernambuco, 08 de dezembro de 2025

Economia

EUA confirmam taxação de 50% sobre produtos do Brasil a partir de 1º de agosto

Secretário de Comércio descarta adiamento e diz que alfândega americana começará a cobrar tarifas imediatamente

Postado em 28/07/2025 20:29

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou neste domingo (27) que as tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros entrarão em vigor no dia 1º de agosto, sem prorrogação ou carência. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Fox News Sunday, sinalizando um agravamento nas tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

“Com certeza não haverá mais prorrogações, não haverá mais carência. As tarifas estão programadas para o dia 1º de agosto. Colocaremos a Alfândega para começar a coletar o dinheiro”, disse Lutnick.

Apesar da firmeza quanto à entrada em vigor da medida, o secretário afirmou que o presidente Donald Trump ainda está aberto a diálogos com líderes de grandes economias, inclusive o Brasil. No entanto, sinalizou que reverter a decisão pode não ser simples.

“Obviamente, após 1º de agosto, as pessoas ainda poderão falar com o presidente Trump. Ele está sempre disposto a ouvir. Até lá, acho que o presidente vai falar com muitas pessoas. Se elas podem fazê-lo feliz é outra questão”, completou.

Contexto da crise

A crise comercial se agravou no início deste mês. No dia 9 de julho, Trump enviou uma carta oficial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciando a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras. Segundo o presidente norte-americano, a decisão é uma resposta à suposta “perseguição política” contra Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Além da taxação, os EUA iniciaram uma investigação interna sobre práticas comerciais brasileiras, incluindo o sistema Pix, considerado por setores americanos como uma ameaça a empresas de pagamento e bancos locais.

A gestão Trump também revogou os vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e aliados no STF, ampliando o embate diplomático entre os países.

Reação do governo brasileiro

Na última sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar aberto ao diálogo com os Estados Unidos e disse acreditar que Trump foi “induzido a acreditar em uma mentira”. Para tentar contornar a situação, o governo brasileiro formou um comitê de crise com representantes do setor produtivo e mobilizou uma frente diplomática.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também responde pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, lideram as tentativas de negociação com Washington.

Fonte Agência Brasil