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Pernambuco, 25 de maio de 2026

Economia

Projeto pernambucano une ciência e inovação com abelhas para impulsionar agricultura no semiárido

Unindo ciência, inovação e empreendedorismo feminino, o projeto visa criar soluções sustentáveis para a fruticultura irrigada no Vale do São Francisco, com foco na cultura da manga — uma das principais atividades econômicas da região.

Postado em 28/07/2025 11:46

Iniciativa liderada por mulheres da Univasf vai utilizar abelhas como bioinsumo para fortalecer a fruticultura irrigada e a sustentabilidade na região do Vale do São Francisco

Um projeto inovador desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) promete transformar a produção agrícola no semiárido pernambucano por meio do uso sustentável de abelhas como bioinsumo. A proposta, intitulada “Pollinnova – Abelhas: o Bioinsumo que Impulsiona a Produção Agrícola e a Sustentabilidade”, foi uma das aprovadas no edital 12/2025 Pernambucanas Inovadoras, da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe).

Alline Aldrande

A iniciativa é coordenada pelo Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga), da Univasf, e conta com a participação da professora Dra. Patrícia Avello Nicola (coordenadora do projeto), da professora Dra. Carla Daniela de Sales Pessoa e da ecóloga e pesquisadora pós-doutora Aline Cândida Ribeiro Andrade.

Unindo ciência, inovação e empreendedorismo feminino, o projeto visa criar soluções sustentáveis para a fruticultura irrigada no Vale do São Francisco, com foco na cultura da manga — uma das principais atividades econômicas da região.

A ação será desenvolvida em parceria com a Agrodan Brasil e o Instituto Agrodan Social, e tem como eixo central a valorização das abelhas sociais como agentes polinizadores e elementos estratégicos no processo produtivo. Entre as atividades previstas estão o estudo da fenologia reprodutiva da mangueira (Mangifera indica L.), a implantação de sistemas racionais de criação de abelhas nos pomares e o monitoramento de áreas com e sem o uso desses bioinsumos naturais.

A proposta permitirá avaliar, de forma comparativa, a produtividade, a qualidade dos frutos e a viabilidade das sementes, contribuindo para práticas agrícolas mais eficientes e ecológicas.

A equipe técnica multidisciplinar também contará com a engenheira agrônoma Ariane Estaniele Oliveira dos Santos, que acompanhará o desempenho da cultura e os indicadores produtivos, e com a engenheira de computação Adryelle Thayne Araújo Linhares, responsável pela criação de uma plataforma digital com sensores e inteligência artificial. A ferramenta fornecerá dados acessíveis e visualizações estratégicas para apoiar o processo de tomada de decisões no campo.

“Esse projeto é um marco para o fortalecimento da agricultura sustentável no semiárido. A presença feminina na liderança da pesquisa e a valorização das abelhas como bioinsumos reforçam um caminho inovador, ecológico e economicamente promissor para a produção agrícola no Vale do São Francisco”, ressalta a professora Dra. Patrícia Nicola, coordenadora do Cemafauna.