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Pernambuco, 17 de abril de 2026

Agronegócios

Agro brasileiro fecha 2025 com exportações recordes e reforça papel do setor na economia

Setor movimentou US$ 169 bilhões no ano, respondeu por quase metade das exportações do país e ampliou mercados internacionais

Postado em 05/01/2026 09:39

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com desempenho histórico ao alcançar US$ 169,2 bilhões em exportações, crescimento de 3% em relação a 2024. O setor foi responsável por 48,5% de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior, consolidando-se como um dos principais motores da economia nacional.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento de 3,6% no volume exportado, mesmo com leve retração nos preços médios. As importações agropecuárias somaram US$ 20,2 bilhões, resultando em um superávit recorde de US$ 149 bilhões na balança comercial do setor.

Segundo o Ministério da Agricultura, o resultado reflete a estratégia de diversificação de produtos e mercados, além da capacidade do produtor brasileiro de abastecer o mercado interno e exportar excedentes, mantendo preços estáveis e gerando emprego e renda.

Em dezembro de 2025, as exportações alcançaram US$ 14 bilhões, maior valor já registrado para o mês, com crescimento de 19,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Outro destaque foi a abertura de 525 novos mercados desde 2023, fator que ajudou o Brasil a enfrentar oscilações no cenário internacional. A safra recorde de grãos 2024/2025, estimada em 352,2 milhões de toneladas, e os resultados expressivos da pecuária também contribuíram para o desempenho positivo.

Entre os principais compradores estão China, União Europeia e Estados Unidos. Na pauta exportadora, a soja manteve a liderança, seguida pelas carnes bovina, suína e de frango, além do café, frutas e pescados, que apresentaram crescimento significativo ao longo do ano.

Esse cenário positivo também se reflete no Nordeste, especialmente no Sertão de Pernambuco, onde o agronegócio tem ampliado sua participação na economia regional por meio da fruticultura irrigada, da produção de grãos adaptados ao semiárido, da caprinovinocultura e da piscicultura. Polos como o Vale do São Francisco, com destaque para a exportação de uvas e mangas, seguem conectados aos mercados internacionais, contribuindo para o desempenho recorde das exportações brasileiras.

Além das frutas, o Sertão pernambucano tem fortalecido cadeias produtivas voltadas à produção de leite e carne de caprinos e ovinos, atividades estratégicas para a convivência com o semiárido e para a geração de emprego e renda no interior do Estado. A ampliação do acesso ao crédito rural, o uso de tecnologias de irrigação eficiente e a adoção de práticas sustentáveis têm permitido ganhos de produtividade mesmo em regiões de clima adverso.

Já as importações de produtos agropecuários em 2025 somaram US$ 20,2 bilhões, alta de 4,4% em relação a 2024. Com isso, a corrente de comércio agropecuário alcançou US$ 189,4 bilhões, enquanto o saldo da balança comercial do setor fechou o ano com superávit de US$ 149,07 bilhões.