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Pernambuco, 27 de junho de 2026

Economia

Processo de habilitação inclui diferentes avaliações; entenda onde entra o exame toxicológico

Nova legislação amplia exigências para candidatos da primeira CNH e incorpora o exame toxicológico ao percurso de formação de novos condutores

Postado em 26/06/2026 15:47

Obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) envolve uma sequência de etapas destinadas a avaliar se o futuro condutor está apto a dirigir com segurança. Tradicionalmente, o processo inclui exames médicos, avaliação psicológica, formação teórica e prática, além das provas exigidas pelos órgãos de trânsito.

Com a entrada em vigor da Lei nº 15.153/2025, esse percurso passou por uma mudança importante, agora precisa de exame toxicológico para tirar CNH A e B, ou seja, candidatos que buscam a primeira habilitação nessas categorias também irão precisar apresentar resultado negativo em exame toxicológico para avançar no processo.

A alteração amplia uma exigência que antes era aplicada apenas aos motoristas profissionais das categorias C, D e E e introduz uma nova etapa voltada à avaliação do histórico de consumo de substâncias psicoativas.

O que mudou com a Lei nº 15.153/2025?

A nova legislação determina que pessoas que desejam obter a primeira CNH para conduzir motocicletas ou automóveis realizem exame toxicológico como parte obrigatória da documentação exigida.

Até então, o procedimento estava restrito aos condutores profissionais. A mudança incorpora uma avaliação adicional ao processo de habilitação, com o objetivo de reforçar critérios relacionados à segurança viária. Com isso, o laudo negativo passou a integrar os requisitos formais para continuidade do processo.

Como funciona o exame toxicológico no processo de habilitação?

Diferentemente de exames laboratoriais convencionais, o exame toxicológico exigido para CNH possui característica de larga janela de detecção. Na prática, isso significa que a análise não busca identificar apenas um consumo recente. O teste permite observar um histórico de exposição a substâncias psicoativas ao longo de meses.

O período mínimo normalmente considerado é de 90 dias, podendo alcançar até 180 dias, conforme o tipo e a extensão da amostra coletada.

As amostras utilizadas para realização do exame incluem cabelo e pelos do corpo. Esse método permite detectar metabólitos incorporados aos fios ao longo do tempo, oferecendo uma visão mais ampla do padrão de consumo.

Além dos postos já credenciados, clínicas responsáveis pelos exames de aptidão física e mental também passaram a poder atuar como pontos de coleta, tornando o processo mais acessível e reduzindo deslocamentos. Nesse contexto, laboratórios especializados, como a Toxicologia Pardini, participam da estrutura de atendimento por meio da realização e processamento dos exames conforme os critérios técnicos exigidos para habilitação.

 

Quais substâncias podem ser identificadas?

 

O exame toxicológico para a CNH analisa grupos específicos de substâncias psicoativas e seus metabólitos, considerando padrões recorrentes de uso dentro da janela de detecção.

Entre as principais classes pesquisadas estão:

  • Cocaína e derivados: inclui cocaína em pó, crack e bazuca. Esse grupo aparece entre os mais frequentemente identificados em resultados positivos registrados nos últimos anos.
  • Canabinóides: abrange substâncias derivadas da cannabis, como maconha, haxixe e skunk, por meio da detecção do THC e seus metabólitos.
  • Anfetaminas e substâncias relacionadas: são analisadas substâncias como rebite, ecstasy (MDMA), metanfetaminas e compostos semelhantes.
  • Opiáceos e opioides: a investigação inclui compostos como morfina, heroína, ópio bruto e oxicodona.
  • Estimulantes específicos: alguns medicamentos emagrecedores, como o mazindol, também podem integrar a análise por apresentarem características químicas relacionadas às anfetaminas. 

Além das drogas ilícitas, medicamentos controlados utilizados sem acompanhamento médico ou fora das condições legais podem interferir no resultado. Por outro lado, medicamentos de uso cotidiano, como antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos comuns, normalmente não fazem parte do escopo da análise.

O processo para obtenção da CNH continua baseado em avaliações múltiplas que buscam verificar condições físicas, cognitivas e técnicas do candidato. Com a inclusão do exame toxicológico para categorias A e B, o procedimento passa a incorporar também uma análise relacionada ao histórico de exposição a substâncias psicoativas. Para quem está iniciando a jornada para conquistar a habilitação, entender cada etapa ajuda a organizar documentos, evitar atrasos e seguir o processo com mais previsibilidade.