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Vaga do Senado de Raquel: ainda nada definido e o tempo é até 2 de agosto

O relógio corre contra o tempo no Palácio das Princesas. Com as convenções partidárias batendo à porta, o xadrez político para a montagem da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) entrou na fase de contagem regressiva. Embora o desenho oficial só deva ser conhecido no limite do prazo — a convenção do PSD está marcada para o dia 2 de agosto —, os bastidores fervem com fórmulas para tentar acomodar aliados de peso sem provocar baixas na base.

O Nó da Federação União Progressista

O principal desafio da governadora atende pelo nome de União Progressista, a recém-homologada federação entre o União Brasil e o PP. O imbróglio é jurídico e político: por estarem federados, os dois partidos atuam como uma única legenda e que não conseguem se entender no cenário político de Pernambuco. Até hoje, várias reuniões, muita especulação e decisões “zero”!

Até então, as duas vagas para o Senado no palanque de Raquel tinham como principais postulantes o presidente do PP no estado, Eduardo da Fonte, e o presidente do União Brasil, Miguel Coelho. Contudo, nos bastidores, a leitura é clara: entregar as duas vagas de senador para uma única federação sufocaria o espaço de outras forças essenciais da base, como o PSD de Túlio Gadêlha e o também PSD do senador Fernando Dueire.

A Engenharia de Bastidor: Miguel na Vice e Priscila em Brasília?

É nesse cenário de congestionamento que ganha força uma engenharia política criativa nos corredores da Assembleia Legislativa (Alepe). A fórmula que circula com forte eco nos bastidores propõe um remanejamento cirúrgico das peças:

– Eduardo da Fonte no Senado: Consolida o PP em uma das vagas da majoritária, garantindo o tempo de TV e a capilaridade da legenda.

– Miguel Coelho na Vice: O ex-prefeito de Petrolina recuaria da disputa ao Senado para assumir a vaga de vice-governador na chapa. Politicamente, a jogada é estratégica: traz o União Brasil por inteiro para o governo e consolida a força do grupo de Miguel no Sertão do São Francisco, uma região crucial para a reeleição.

– Priscila Krause na Câmara Federal: Para abrir espaço a Miguel, a atual vice-governadora — e braço direito de Raquel — seria deslocada para encabeçar uma forte candidatura à Câmara dos Deputados em Brasília, onde atuaria como uma importante interlocutora do governo do estado na capital federal.

Cozinhando o Galo até Agosto

Apesar de a matemática desse desenho fechar perfeitamente para acalmar os ânimos do Progressistas e do União Brasil, a ordem no Palácio é manter a “luz alta” e o jogo fechado. Raquel Lyra tem evitado cravar qualquer definição em suas agendas públicas, distribuindo acenos simultâneos aos seus aliados.

A estratégia da governadora é esticar a corda até o limite. Até o dia 2 de agosto, a bolsa de apostas continuará oscilando, mas uma coisa é certa: quem quiser garantir seu espaço no palanque da reeleição terá que ceder na arte da construção coletiva. A conferir os próximos capítulos.

A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: Qual sua aposta sobre quem vai compor a chapa da governadora?

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