Entrou em vigor nesta terça-feira, dia 4 de agosto, o novo conjunto de diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a regulação da Cannabis medicinal no Brasil. As normas atualizam critérios de segurança sanitária, ampliam a padronização da cadeia produtiva e de pesquisa, e definem regras mais claras para prescrição e dispensação em farmácias e por associações autorizadas.
A mudança regulatória chega em um momento estratégico para Pernambuco. Sediada em Olinda, a Aliança Medicinal é reconhecida como a primeira fazenda urbana de Cannabis medicinal do Brasil, e agora ganha ainda mais protagonismo diante de um marco regulatório mais transparente e rigoroso.
Um modelo de cultivo pensado para atender às exigências técnicas
A associação foi fundada pelo engenheiro agrônomo Ricardo Hazin Asfora e pela ativista Hélida Lacerda. Juntos, eles desenvolveram um modelo produtivo em contêineres climatizados, com ambiente ultracontrolado e alinhado às regras da Anvisa. O sistema, criado por Asfora, garante monitoramento contínuo de luz, umidade, temperatura e circulação de ar, assegurando estabilidade e pureza nos insumos, exatamente os pontos mais exigidos pelos órgãos reguladores.
Esse cuidado técnico coloca a Aliança Medicinal em posição de destaque justamente quando o setor passa a operar sob regras mais claras em todo o país.
O que dizem os fundadores
Para Ricardo Hazin Asfora, diretor-executivo da associação, o avanço regulatório representa um passo decisivo para ampliar o acesso com segurança:
“O avanço na regulamentação por parte da Anvisa é um passo fundamental para democratizar o acesso e oferecer segurança aos pacientes. A Aliança Medicinal já atua dentro de padrões científicos rigorosos de cultivo e extração do óleo medicinal. A formalização dessas diretrizes consolida o trabalho de transparência que desempenhamos e nos incentiva a ir adiante.”
Já Hélida Lacerda, presidente da Aliança Medicinal, reforça o propósito social da iniciativa:
“Garantir o acesso à terapia com cannabis medicinal é o principal propósito da nossa associação. O acesso à cannabis medicinal é o acesso à recuperação e à qualidade de vida.”
Respaldo judicial para atuar em todo o país
A Aliança Medicinal é autorizada pela Justiça Federal (TRF 5ª Região) a cultivar, produzir e dispensar extratos medicinais de Cannabis no Brasil, o que garante segurança jurídica à operação e reforça o papel de Pernambuco como referência nacional no tema.










