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Reta final e exaustão cívica: quando o eleitor só quer que o dia 25 chegue logo

A campanha nacional entrou em sua reta final cercada por um clima que já não encontra paralelos no otimismo ou no debate construtivo. De um lado e de outro, o que se vê nas ruas, nas redes sociais e nos palcos de debate é um festival de ataques, narrativas de desgaste e episódios de baixaria que transformaram o processo eleitoral em um teste de paciência para o cidadão. Sem tomar partido em disputas estéreis ou vestir camisas de trincheiras partidárias, o que salta aos olhos e incomoda profundamente é o sentimento generalizado de “exaustão cívica”.

A contagem regressiva para o alívio

Nas conversas cotidianas, nas filas de banco, nos transportes públicos e nos corredores de trabalho, o tom é unânime: o eleitorado parece menos empolgado por propostas e mais ansioso para que o relógio corra rápido até o dia 25 de outubro. Existe um cansaço palpável. O cidadão comum, aquele que acorda cedo, paga seus impostos e busca soluções reais para os problemas da sua família, sente-se sufocado por um ambiente de polarização tóxica. O foco da campanha, que deveria ser um momento de esclarecimento e escolha de projetos de país, foi sequestrado por polêmicas diárias, cortes fora de contexto e tentativas sistemáticas de destruição de reputação.

A desconexão entre a grade de ataques e a vida real

Enquanto os QGs de campanha gastam energia e recursos preciosos destilando artilharia pesada contra o adversário, a vida real continua exigindo respostas urgentes. Inflação, custo de vida, saúde, segurança e educação pública cobram seu preço todos os dias.

No entanto, o debate programático foi soterrado pelo barulho. O eleitor que tenta buscar substância nas discussões frequentemente se depara com um vazio de ideias densas, substituídas por jingles agressivos e memes de desqualificação. É a política reduzida ao menor denominador comum: o medo e o rechaço ao oponente, em vez da adesão a um ideal.

O que esperar, portanto, das urnas no próximo dia 25?

Em cenários de desgaste extremo, o voto muitas vezes deixa de ser um ato de celebração ou esperança e passa a ser um exercício de pragmatismo — ou de puro desabafo. Parte do eleitorado decidirá seu voto não por quem considera ideal, mas por rejeição ao modelo oposto; outra parte comparecerá cumprindo seu dever cívico apenas com o desejo íntimo de ver o processo encerrado para que o país possa, finalmente, respirar e tentar virar a página do acirramento.

A democracia brasileira é forte e resiliente, e sobreviveu a momentos turbulentos. Mas a fatura cobrada por este nível de campanha é alta: ela corrói a confiança nas instituições e afasta o cidadão da política. Que o dia 25 traga não apenas um resultado definitivo nas urnas, mas também o início de uma trégua necessária para o saneamento do nosso debate público.

A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: Você também está com aquela vontade de dormir agora e só acordar dia 25 seis horas da tarde?

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