
Usina Solar em Maniçoba terá investimentos de R$ 28 milhões
O projeto está previsto de ser iniciado no 2º semestre e será fundamental para baratear a produção nos cultivares, com a expectativa de gerar mais de nove mil empregos diretos
Postado em 10/05/2022 11:00

A expectativa, segundo revelou Valter Matias, é que o investimento possa gerar mais de nove mil empregos diretos e mais 36 mil indiretos. Foto: Divulgação
A necessidade de ampliar energia limpa na matriz elétrica do Brasil, por conta de vários fatores, entre os quais preservar o meio ambiente e investir em modelos sustentáveis fez com que nos quatros cantos do país ocorresse um crescimento dos projetos de energia solar, seja nos telhados ou nas usinas de grande porte.
A ideia de implantar uma fonte segura e sustentável de energia vem sendo determinante também para os produtores rurais do Distrito Irrigado de Maniçoba (DIM), com apoio da Codevasf.
Em Maniçoba, no lado baiano do Vale do São Francisco, a redução na economia e nos custos de produção foram argumentos fundamentais para a elaboração do projeto de uma Usina Solar Fotovoltaica que tem previsão de ser iniciado já no segundo semestre de 2022.
O projeto, segundo o gerente executivo do DIM, Valter Matias de Alencar, está orçado em 28 milhões de reais, via empréstimo da Caixa Econômica Federal. “Há três anos a Codevasf defende a implantação dessa Usina Solar e agora finalmente ela deve sair do papel”, revelou com exclusividade ao JS.
Empregos e redução de custos

Valter Matias de Alencar, gerente executivo do DIM
A expectativa, segundo revelou Valter Matias, é que o investimento possa gerar mais de nove mil empregos diretos e mais 36 mil indiretos. Mas os benefícios não ficam apenas nos empregos gerados.
“Vamos baratear a produção no Distrito de Maniçoba, trazendo economia para o produtor, viabilizando a produção e, por consequência, gerando mais empregos e renda para Juazeiro e toda a região”, assegurou o gerente executivo da Codevasf.
Nos cultivares, à beira do Rio São Francisco, são plantados uvas, coco, manga, entre outras diversas frutas. Lá, a produção de uvas por ano alcança 13.040 toneladas, distribuídas em 446 hectares. Já o plantio do coco ocupa 465 hectares, com a produção de 19.140 toneladas e a manga ocupando 5.164 hectares, totalizando 110.128 toneladas.
Mais foco na produção
Para o produtor João Batista, o Dezinho da Maniçoba, que vive no Distrito desde o ano de 1988 o projeto solar o caminho para desafogar os custos de energia e aumentar a produção.
“Pelo que nos informaram com a implantação da usina solar aqui no Distrito de Irrigação de Maniçoba, nossas contas de energia serão reduzidas em breve. Dessa forma vamos poder investir mais nas nossas produções”, afirmou em tom animado.
Assim como Dezinho, outros 624 produtores serão beneficiados assim que os trabalhos da usina solar começarem.
“Na verdade, todo o distrito e seus 18 mil habitantes vão sentir a evolução tanto na economia quanto no meio ambiente, afinal a energia solar é uma energia limpa e sustentável”, declarou o produtor.