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Pernambuco, 20 de outubro de 2020

Geral

Delegacia de combate à corrupção pode ser extinta este ano

Projeto que prevê extinção da Decasp e cria o Departamento de Repressão ao Crime Organizado foi aprovado pela Alepe

Postado em 31/10/2018 2018 20:15 , Geral. Atualizado em 31/10/2018 20:15

Em  segunda votação nesta quarta-feira (31), o governo do estado pretende extinguir a Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp) até o fim de 2018. A informação foi divulgada pelo secretário executivo de Defesa Social, Humberto Freire.

Depois de aprovada, a lei, que obteve 30 votos a favor e seis contra, segue para redação final e sanção do governador. Segundo Humberto Freire, após o fim desse processo, o Draco deve começar a atuar efetivamente em janeiro de 2019.

“Nós temos urgência em ter essa nova estrutura, essa estrutura ampliada de combate ao crime organizado, à corrupção, ao desvio de recursos o mais rápido possível. Nós precisamos estruturar, ainda nesse final de 2018, todo o departamento e as novas delegacias criadas para que, a partir de janeiro de 2019, essa estrutura esteja funcionando a pleno vapor”, explicou.

A Decasp foi responsável, em quatro anos, por 15 operações que resultaram em 49 presos, entre políticos e empresários envolvidos em esquemas de corrupção, que, juntos, superam R$ 150 milhões.

Sobre a continuidade das investigações em curso, o secretário executivo de Defesa Social informou que os inquéritos serão redistribuídos para novas delegacias que têm criação prevista no projeto do governador.

“Essas investigações em curso não olham qual é o partido, qual é a ligação dessas pessoas. Nós não investigamos pessoas, nós investigamos fatos criminosos e assim prosseguiremos com essas duas novas unidades [de polícia]. Identificando indícios de crime, nós vamos investigar, chegar aos culpados e levá-los ao sistema de Justiça, como obriga e é nossa missão institucional”, afirmou Humberto Freire.

Ainda segundo o secretário, o governo acredita que, mesmo com a extinção da delegacia especializada no combate à corrupção no poder público, esse tipo de ação criminosa vai ser combatido com mais intensidade.

“Nós estamos duplicando a capacidade investigativa, pois uma delegacia, hoje, tem a responsabilidade de investigar esse tipo de criminalidade em todo estado, agora teremos duas unidades especializadas e ainda departamentalizadas dentro do Draco, onde outras unidades, como a Delegacia de Combate ao Crime Contra a Ordem Tributária, a de Crimes Cibernéticos, da [Polícia Interestadual e Capturas] Polinter, que conversa com outras delegacias de outros estados, e o [Grupo de Operações Especiais] GOE estarão”, disse.

“Todas essas delegacias precisam conversar, trabalhar de forma integrada e, dentro de um mesmo departamento, isso é otimizado. Por isso nós temos certeza e asseveramos que o combate à corrupção será melhorado, será otimizado, já nesse primeiro momento. Num segundo momento, como é [previsto no] projeto completo do Draco, com a abertura de mais seis novas unidades ao longo dos próximos anos, nós teremos, ao fim desse processo, oito delegacias especializadas de combate ao crime organizado, com essa atribuição de investigar desvios de recursos e corrupção”, complementou o secretário.

Os seis deputados que votaram contra o projeto, nesta quarta (31), foram Priscila Krause (DEM), Augusto César (PTB), André Ferreira (PSC), Antônio Moraes (PP), Socorro Pimentel (PTB) e Bispo Ossesio Silva (PRB). Este último defendeu que o projeto pedia uma maior discussão. O deputado Edilson Silva (PSOL) não estava presente na Alepe.

Fonte Gobo news