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Pernambuco, 30 de maro de 2020

Saúde

Sertão de pernambuco fica em situação pior com a retirada do programa mais médicos

No Sertão do Pajeú, de acordo com o gestor, a proporção é de 22 profissionais de Cuba para três ou quatro brasileiros

Postado em 15/11/2018 2018 20:53 , Saúde. Atualizado em 15/11/2018 20:53

 

O fim do acordo entre Brasil e Cuba para o programa Mais Médicos  do país caribenho causa um impacto no tratamento de mais de 1,6 milhão de pernambucanos, especialmente no Sertão do estado.

 A afirmação é do presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota. No Brasil, são  28 milhões desassistidos .

Em Pernambuco, há 414 médicos cubanos em atuação, segundo o Ministério da Saúde. Eles trabalham principalmente em áreas afastadas dos grandes centros.

Prefeito da cidade de Afogados da Ingazeira, distante 386 quilômetros do Recife, Patriota, que é do PSB, declara que cidades dos sertões do Pajeú e do Araripe ficam praticamente sem assistência de saúde preventiva com a retirada dos cubanos.

No Sertão do Pajeú, de acordo com o gestor, a proporção é de 22 profissionais de Cuba para três ou quatro brasileiros. “Cada um desses profissionais atende uma média de 4 mil pessoas. Portanto, em uma área com 180 mil habitantes, cerca de 88 mil pessoas ficarão sem assistência médica”, afirmou.

De acordo com Patriota, o cálculo de pessoas afetadas pela saída dos médicos é feito a partir da quantidade de pacientes atendidos por cada Unidade de Saúde da Família (USF), multiplicada pelo número de médicos. Em média, segundo ele, as equipes, que têm um médico cada, atendem até 4 mil pessoas.

“É a visita ao acamados, subnutrição, pré-natal. Coisas que podem ser resolvidas preventivamente, já que falta educação e informação à população. Tirando o médico, em três ou quatro meses, vai estourar a cota das emergências dos hospitais”, diz José Patriota.

O presidente da Amupe afirma que no Sertão do Araripe, o problema pode ser até mais grave. “Temos cidades, como Verdejante, que contam basicamente com os médicos cubanos. A cidade pode ficar sem ninguém”, observou.

Ainda segundo Patriota, outro problema nas regiões em que há poucos médicos é o acúmulo de funções desempenhadas pelos profissionais brasileiros, que mantêm vínculo de trabalho com mais de uma empresa.

Fonte : G1