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Pernambuco, 01 de outubro de 2020

Geral

Com menos agências bancárias no interior de (PE) comercio é prejudicado

No interior do Estado, algumas agências explodidas por quadrilhas de roubo a bancos não serão reformadas.

Postado em 03/08/2019 2019 15:03 , Geral. Atualizado em 02/08/2019 19:05

A diminuição cada vez maior de agências bancárias no interior de Pernambuco tem impactado o comércio das cidades.

No início da semana, o Banco do Brasil anunciou que vai transformar 330 agências do País em postos de atendimento avançado. Além disto, divulgou que fará um plano de desligamento incentivado aos funcionários, principalmente para os que já têm idade para se aposentar.

Para o secretário do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, João Rufino, isto representará uma diminuição dos serviços para a população. “A principal é a perda de importância daquele local, a perda de serviços, a quantidade de funcionários. O que nós vemos de fato é uma desvalorização dos bancos federais para fomentar a entrada cada vez maior dos bancos privados”, avalia.

No interior do Estado, algumas agências explodidas por quadrilhas de roubo a bancos não serão reformadas. O atendimento ao público está sendo substituído por postos ou correspondentes bancários. Um exemplo dessas cidades é Lagoa dos Gatos, no Agreste, cuja agência do Banco do Brasil foi arrombada em setembro de 2016. Na ocasião, as portas de vidro foram quebradas e os suspeitos roubaram armas e coletes dos vigilantes. No dia seguinte, voltaram à agência para roubar o dinheiro do cofre.

A agência continua funcionando, porém, apenas para questões burocráticas. Não realiza pagamentos nem recebe depósitos, por exemplo. Isso faz com que a população dependa diariamente dos correspondentes bancários. “Fica muito difícil, porque todos nós esperávamos que reabrisse. E a gente ainda tem que agradecer que tem eles [os correspondentes] aqui para pagar a gente. Se não tivesse, a gente teria que se deslocar para Caruaru e seria pior”, conta a professora Lúcia Lira.

A aposentada Josefa Etelvina passa pelo mesmo problema. “É muito difícil, porque quando a gente chegava na agência, recebia, todo o instante que a gente chegava tinha dinheiro. Aqui não tem, aqui a gente fica esperando que um venha pagar um boleto, outro venha fazer um depósito. Não pode ficar dinheiro disponível aí também”, lamenta.

“Como a gente não tem essa estrutura gigante como o Estado tem, ou algumas empresas, a gente só traz para cá ajuda, para facilitar para as pessoas a entrada e saída do seu dinheiro. Quando não tem, uns ficam esperando, chegam cedo, de 2h, 3h”, conta o funcionário do correspondente bancário Nanias Ferreira.

Comércio prejudicado

Com a suspensão de saques e depósitos, o comércio foi prejudicado. É o que acredita o comerciante José Valdemar. “Tudo que se faz, se não tiver banco na cidade, é prejudicado o comércio. O pessoal sai para uma cidade vizinha e queira ou não queira, deixa o dinheiro lá”, lamenta.

Ana Maria Miranda Ne 10