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Pernambuco, 29 de junho de 2026

Economia

Custo da cesta básica estável em Petrolina e com ligeira queda em Juazeiro, aponta pesquisa da Facape

No mais recente balanço do Colegiado de Economia da Facape, a cesta básica em Petrolina é R$ 32.07 mais cara do que em Juazeiro da Bahia. A fornecedora de marmitas de Petrolina Neide Gomes aponta quais os itens que mais pesam nos custos de produção das marmitas.

Postado em 11/02/2021 07:24

Foto Divulgacão

Os preços dos itens que compõe a cesta básica: carne, leite integral, feijão carioca, arroz, farinha, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar, óleo de soja e margarina, são mensalmente analisados pelo Colegiado de Economia da Faculdade de Petrolina (Facape). A pesquisa divulga custo e as variações da cesta em Petrolina-PE e Juazeiro-BA. 

No comparativo entre os meses de dezembro de 2020 e janeiro de 2021, houve deflação de -1,55% no município baiano e uma leve inflação de 0,08% na maior cidade do Sertão pernambucano.

Custo real

De acordo com a pesquisa, um trabalhador que mora no Vale do São Francisco com renda líquida de um salário-mínimo, ou seja, R$ 1.100,00, gastou 38,4% dos rendimentos somente com a compra de produtos da cesta básica. Com isso, restaram R$ 677,51 para as demais despesas como, por exemplo, moradia (água e energia), transporte, vestuário, saúde e higiene.

Comparativo nacional

A pesquisa analisou ainda os últimos cinco meses do ano. Em Juazeiro, os alimentos acumulam alta de 12%. Já Petrolina, tem acumulado é de 21,36%. Na comparação com os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) entre as capitais 13 das 17 capitais pesquisadas no mês de janeiro, o aumento mais acentuado ocorreu em Florianópolis-SC (5,82%). A maior redução ocorreu em Natal-RN (-0,94%). A cesta mais cara foi a de São Paulo-SP (R$ 654,15) e Aracaju-SE teve a cesta mais barata (R$ 450,84).

Preço da cesta em Petrolina e Juazeiro

A pesquisa da Facape estimou ainda o custo da cesta básica no mês de janeiro de 2021 em R$ 406,46 para Juazeiro e R$ 438,53 para Petrolina. “Nas duas cidades todos os itens que compõe o custo da cesta básica têm valores acumulados positivos, ou seja, apresentam aumento de preços nos últimos cinco meses, com destaque para carne, arroz, banana, óleo de soja, feijão, leite e açúcar”, afirmou o professor da instituição e coordenador do boletim do custo da cesta básica, João Ricardo.

Conta salgada na mesa

A cozinheira Neide Gomes tem suado a camisa para garantir o fornecimento de marmitas com qualidade e preço justo. Aliás, preço justo ela não vê há meses nas prateleiras dos supermercados. Na marmitaria dela, em funcionamento há três anos em Petrolina, são oferecidas porções com dois tipos de carne, salada, macarrão, arroz e feijão. “Para mim o que está pesando mesmo é a carne. Mas o feijão também está um absurdo de preço, além do óleo”, apontou Neide.

Menos clientes…  

Desde o ano passado Dona Neide viu reduzir a quantidade de clientes fixos e crescer a conta no supermercado. “Para a gente que trabalha com alimentação está muito difícil. A gente quer agradar o cliente para ele ficar satisfeito, mas na situação que a gente se encontra não tem como”, lamentou a cozinheira.

 

Neide Gomes produz marmitas em Petrolina há três anos.

Marmita mais cara…

Sem segurar a alta nos preços dos produtos, a marmita também ficou um pouco mais cara. “O meu aumento foi básico para não perder meus clientes. No ano passado eu fazia marmita até de R$10,00 e R$12,00 quando o cliente pedia para caprichar. Só que hoje já não dá, eu vendo a marmita de R$13,00 porque a despesa é grande e tudo aumentou”, explicou Neide Gomes.

Marmita feita por Dona Neide.

Preço do feijão é um problema nacional

Segundo o DIEESE, o feijão subiu em 12 capitais. Por isso, o aumento é um comportamento nacional que tem como fatores alguns problemas climáticos que levaram a redução da produção nacional e, inclusive, levaram o feijão preto a ser importado entre o mês de agosto de 2020 e janeiro de 2021, saindo de R$ 6,60 para R$ 7,82, um acumulado de quase 18% no período.

“Assim, os consumidores precisam ficar atentos e pesquisar para poder economizar, já que vivemos um período muito difícil na economia e muitas pessoas tiveram redução parcial ou total da renda e os preços dos alimentos cresceram muito”, conclui o coordenador da Pesquisa do ICB.

JS Economia

Jornalista Carol Souza Editor Antônio José