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Pernambuco, 08 de agosto de 2022

Política

Retrospectiva: Os desafios do retorno às aulas presenciais em 2021

Desde o ano de 2020, com a pandemia da Covid 19,  tudo mudou sob todos os aspectos da vida em todo o mundo. E no Sertão, não seria diferente. Na educação, a transição do modelo presencial para o híbrido, em 2020 foi uma adaptação que exigiu muito, tanto para os alunos e suas famílias, assim como também para os educadores. 

Postado em 20/12/2021 2021 08:00 , Política. Atualizado em 20/12/2021 08:05

Jornalista ,

A volta para a sala de aula não foi um processo simples para crianças, pais e educadores. (foto: arquivo pessoal)

A volta às aulas ainda é um dos assuntos mais polêmicos e mais comentados do ano, até porque nem todos os jovens (12 a 17 anos) foram vacinados e ainda não existe perspectiva de vacinação entre os menores de 11 anos. 

Com  2021 se despedindo,  as escolas da rede de ensino público estão começando a retornar de maneira escalonada as aulas presenciais. Já o ensino particular montou um esquema para assegurar o retorno de seus alunos, mesmo em meio a pandemia, seguindo os protocolos da Organização Mundial de Saúde. 

Tanto para pais e mães, quanto para educadores e mais ainda para as crianças e os adolescentes,  esse processo de transição ainda é difícil, pela necessidade de se adequarem a uma nova realidade, bem diferente do que era em 2019.

O retorno

Para algumas famílias, o retorno à escola hoje é um passo importante e bem-vindo,  já que tiveram suas rotinas completamente modificadas diante do quadro pandêmico, o que deixou os estudantes fora da escola por mais de um ano. 

A  comunicadora Leane Aline Santos de Souza, mãe da aluna do 7º ano (rede particular), Kauane Souza (13), conhece de perto essa nova realidade.  Sua filha ainda não voltou às aulas presenciais, mesmo contra a sua vontade, pois Kauane tomou apenas a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Leane Aline explicou ao JS que não se sente segura vendo a filha voltar para a escola nesse período, pois mesmo ciente das dificuldades no aprendizado, afirma que a saúde de Kauane é o mais importante. 

“A escola já está oferecendo aulas presenciais, de acordo com as informações que chegam, todos os protocolos estão sendo cumpridos, mas ainda assim Kauane só voltará à sala de aula no próximo ano, quando ela estiver com a imunização completa”, declarou a comunicadora.

Já o advogado Carlos Pablo, pai de Carlos Felipe, de nove anos, Geovanna, de 12 anos,  diante de sua vida profissional corrida, se viu obrigado a ceder a vantagem da volta às aulas. “Foi um ano muito difícil para as crianças, a adaptação foi bem complicada e quando anunciaram as aulas presenciais, em comum acordo com minha esposa Raquel, resolvemos acreditar nos protocolos e os meninos voltaram à escola. Não foi uma decisão fácil, mas foi a mais acertada”, afirmou.

Medidas e protocolos 

Depois de anunciar que 100% dos trabalhadores da educação básica estão vacinados, o Governo Pernambucano, decretou em novembro mais uma etapa do plano de flexibilização no Estado. 

Segundo o secretário de Educação e Esportes, Marcelo Barros, deixa-se  de exigir o distanciamento mínimo de um metro entre carteiras escolares, e mais que as salas de aula poderão voltar ao padrão usual e o rodízio de estudantes não será mais necessário. 

“O uso de máscaras e a higienização das mãos seguem sendo de extrema importância. Além disso, no caso do estudante ou profissional da área apresentar qualquer sintoma, ele deve se manter isolado por 10 dias”, alertou o secretário. 

Os protocolos devem ser seguidos por todas as instituições de ensino do Estado, sejam elas estaduais, municipais ou privadas.

As atividades escolares pararam no ápice da pandemia, em março de 2020, e desde então, a escola particular tem seguido todos os protocolos estaduais. (foto: divulgação Plenus)

Diante dessa informação a reportagem do JS entrou em contato com um colégio particular de Petrolina, sertão pernambucano, o Plenus, para saber se a instituição de ensino seguirá à risca as novas regras e o que os pais de alunos do Estado acham dessa medida. 

Sobre as medidas e protocolos adotadas, durante a pandemia do novo coronavírus, pelo Colégio Plenus, o Gestor de TI e Marketing da instituição de ensino, Marcos Antonio Freire explicou que as atividades escolares pararam no ápice da pandemia, como todas as demais escolas públicas e privadas do Brasil, em março de 2020, e que tem seguido todos os protocolos estaduais. 

“Retomamos as aulas presenciais em outubro de 2021, somente para turma do terceiro ano, em sistema híbrido, e agora em 2021, o Plenus voltou às atividades com todas as turmas  em sistema de rodízio”, explicou. 

Força-tarefa

Ciente das dificuldades e da demora na vacina, a gestão do Plenus, promoveu uma verdadeira força-tarefa para tranquilizar seus 1.500 alunos, distribuídos nas três sedes. “Preparamos a escola com dispensers de  álcool em todas as salas, na entrada e no birô do professor, colocamos totens de álcool e porteiro com termômetro digital nas várias entradas da instituição, aumentamos o número de lavatórios, colocando-os, inclusive, nos pátios e equipamos todas as salas com sistema de câmera para transmissão simultânea das aulas para os alunos que optaram por ficar em casa”, expôs.

Agora, com a nova flexibilização anunciada pelo Governo de Pernambuco, o Gestor de TI e Marketing afirmou que vai estudar, junto com a equipe de ensino, as novas orientações do Estado, mas que só vai colocá-las em prática no próximo ano letivo.  “Vamos continuar com as medidas adotadas até o final do ano”, revelou.

O Plenus começou suas atividades na região em 1991, e há 30 anos atende alunos do maternal ao pré-vestibular.