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Pernambuco, 02 de agosto de 2022

Economia

Transertaneja: Setores da Indústria e Agropecuária serão beneficiados, diz presidente

Ricardo Essinger, presidente da Fiepe, prevê que os benefícios vão além da indústria pernambucana

Postado em 15/01/2022 2022 10:00 , Economia. Atualizado em 16/01/2022 11:47

Jornalista ,

Ricardo Essinger, presidente da Fiepe, prevê que os benefícios vão além da indústria pernambucana/ Divulgação


O novo trecho que liga a cidade de Curral Novo, no Piauí, ao Porto de Suape-PE, vai facilitar a vida do sertanejo, especialmente dos donos de indústrias do Estado. Essa é a opinião do  presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), Ricardo Essinger. Para o executivo,  a ferrovia é “uma espinha dorsal em Pernambuco”. Ele prevê que os benefícios vão além da indústria pernambucana e citou,  por exemplo, o  setor agropecuário.

Essinger acrescenta que, ao lado da Transnordestina com a Transposição do rio São Francisco, cria-se o cenário perfeito para uma produção rural volumosa no Sertão. “Ao iniciar os serviços de transporte ferroviário o agricultor poderá comprar ração por um custo menor que vai dar condições do setor agropecuário tornar-se um exportador no futuro. Nós já temos um clima incrível, e Pernambuco já é um polo produtor de ovos e aves, com a ferrovia teremos um transporte mais barato e uma logística que vai facilitar o escoamento da produção”, disse o presidente da Fiepe.

Ainda de acordo com Ricardo Essinger essa referência também inclui os criadores de  suínos e o polo gesseiro, com a flexibilidade de preços mais reduzidos para o transporte, hoje executado pelo modal rodoviário. “A nova ferrovia será de suma importância para o desenvolvimento de todo o Sertão Pernambucano e que a expectativa da indústria é enorme, pois muda toda a logística do Estado barateando os custos para todos os envolvidos ”.

Alertas

Mas, como nem tudo vem pronto, alguns obstáculos serão importantes para construir a melhor alternativa para conclusão da Transnordestina. Ricardo Essinger chamou atenção para um ponto. Para ele, será necessário unificar os projetos das duas concessionárias responsáveis pelos dois trechos que passam pelo Estado, o trecho Salgueiro (PE) até o Porto de Pecém, no Ceará, sob gestão da TLSA, e Curral Novo, no Piauí, autorizado para ser executado pela Bemisa Mineração, ainda sem data de início das obras.

“Elas deveriam tentar se entender e entrar em acordo, o que diminuiria o custo final da obra e não criaria dois trechos com trabalhos paralelos, até porque já existem 300 quilômetros de via construída”, finalizou.