
Cultura popular para criançada no domingo de Páscoa
Em uma viagem em busca de lembranças e poesias, o espetáculo Eu Cá Com Meus Botões estreia neste domingo (17), em Petrolina, sertão do São Francisco.
Esta é a terceira obra infantil do Coletivo Trippé, que dá continuidade ao processo criativo que une dança e poesia, agora em um trabalho para o olhar da criança
Postado em 17/04/2022 08:00

A temporada do espetáculo é gratuita/Foto: arquivo pessoal
Em uma viagem em busca de lembranças e poesias, o espetáculo Eu Cá Com Meus Botões estreia neste domingo (17), em Petrolina, sertão do São Francisco.
Esta é a terceira obra infantil do Coletivo Trippé, que dá continuidade ao processo criativo que une dança e poesia, agora em um trabalho para o olhar da criança. A primeira apresentação será na Praça do Bambuzinho, no centro, às 18h.
A temporada do espetáculo continua de forma gratuita por bairros periféricos da cidade. Na terça-feira (19), a sessão será na Praça CEU das Águas, no bairro Rio Corrente.
Já na quarta-feira (20), a montagem chega ao bairro José e Maria, na Associação das Mulheres Rendeiras. As duas apresentações começam às 16h e contam com mediação cultural para estudantes de escolas públicas. Toda a temporada terá intérprete de Libras e bate-papos com os criadores.
Primeira obra

A obra é o primeiro solo do bailarino Adriano Alves, que iniciou a pesquisa em 2012, como uma intervenção urbana. “Criar para crianças sempre foi uma das coisas que mais me interessaram cenicamente”, comenta o artista.
Quem assina a direção é Thom Galiano, que explica que a nova obra foi criada a partir de memórias infantis e potentes poesias. “Fazer um trabalho voltado para a infância é sempre desafiador. Fazer essa jornada junto com Adriano tem sido um prazeroso reencontro com a dança”, pontua.
A equipe de criação ainda contou com Julia Gondim, na assistência de coreografias, e Diego Ravelli como figurinista. A trilha sonora original é assinada por Moésio Belforte e Carlos Iury. A Pipa Produções assina a realização com produção executiva de Nilzete Miranda. A confecção do figurino foi feita por Nubis Brito e o crochê pela Vovó Mazé. O cenário foi confeccionado por Murilo Carvalho e a bolsa por Silvia Nina. A ilustração é de Santiago com arte gráfica de Thom Galiano. O projeto conta com o incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura.
Trippé
O Coletivo Trippé atua há mais de 11 anos na cena do Sertão do São Francisco, realizando diversas atividades entre a linguagem da Dança e seu encontro com outras artes. Esse é o segundo solo do elenco do coletivo e o terceiro espetáculo infantil de seu repertório.