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Pernambuco, 01 de maio de 2026

Bem Estar

Pernambuco atinge menor nível de pobreza e extrema pobreza em 14 anos

Enquanto isso, o Brasil saiu de uma taxa de pobreza de 31,6%, em 2022, para 23,4%, em 2024. Em relação à extrema pobreza, o país saiu de uma taxa de 5,9%, em 2022, para 3,5%, em 2024.

Postado em 03/07/2025 10:08

Jornalista ,

Pernambuco atingiu, em 2024, os menores percentuais de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza desde o início da série histórica da Pnad Contínua sobre Rendimento, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram analisados em estudo do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), ligado ao Governo do Espírito Santo.

Segundo o levantamento, 698 mil pernambucanos saíram da pobreza e 288 mil deixaram a extrema pobreza no último ano, consolidando uma trajetória de redução iniciada em 2023, primeiro ano da atual gestão estadual.

A governadora Raquel Lyra destacou que os números refletem o esforço da administração em promover inclusão social e ampliar o acesso a emprego e renda. “O jogo está virando. Fomos o estado que mais aumentou a renda da população em 2024 e encerramos o ano passado com mais de 62 mil postos de trabalho gerados. Isso nos colocou como o segundo estado que mais gerou empregos no Nordeste e o oitavo em todo o Brasil”, afirmou.

Entre os destaques das ações de combate à pobreza, a governadora citou o programa Pernambuco Sem Fome, que reduziu em 20% as internações por desnutrição e distribuiu mais de 14 milhões de refeições em 2024, beneficiando cerca de 40 mil pessoas diariamente.

Outro eixo importante da política social estadual foi o Mães de Pernambuco, que destinou R$ 380 milhões para beneficiar 100 mil mulheres com filhos na primeira infância em situação de extrema pobreza.

“É um conjunto de ações que priorizam o combate à fome e à pobreza, buscando garantir dignidade e qualidade de vida à população em todos os recantos do Estado”, completou Raquel Lyra.

Em 2022, o percentual de pessoas em situação de pobreza no Estado era de 50,8% e em extrema pobreza era de 12,2% e passou em 2023 para 47,7% e 9,3%, respectivamente. Já em 2024 houve uma redução ainda maior nesses números, com 40,3% dos pernambucanos na pobreza e 6,3% na extrema pobreza. O que significa que desde 2023 972 mil pessoas superaram a condição de pobreza, representando uma redução percentual de 20,6% em relação a 2022. No mesmo período, 563 mil pernambucanos saíram da situação de extrema pobreza, uma redução percentual de 48,3% em relação a 2022.

Enquanto isso, o Brasil saiu de uma taxa de pobreza de 31,6%, em 2022, para 23,4%, em 2024. Em relação à extrema pobreza, o país saiu de uma taxa de 5,9%, em 2022, para 3,5%, em 2024.

“Os dados reforçam que Pernambuco está crescendo de forma sustentável, não deixando ninguém para trás, um compromisso da gestão. O Estado segue numa trajetória de expansão da economia, com números históricos e aumento do investimento público a um patamar que não se via há uma década, registrando um crescimento do emprego e da renda para os pernambucanos, mas também acentuando muito a queda no percentual de pernambucanos em situação de pobreza e extrema pobreza”, disse o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques.

A redução do número de pernambucanos em situação de pobreza em 2024 foi impulsionada pelo maior crescimento econômico dos últimos 15 anos, pela alta na geração de empregos no Estado e pelo maior crescimento da renda da série histórica estadual no mesmo ano. Já a queda no percentual de pessoas em situação de extrema pobreza ocorreu também, além dos fatores já mencionados, graças à atuação forte do Estado na criação de um grande programa de transferência de renda com um investimento total de R$ 380 milhões em 2024, o Mães de Pernambuco, que beneficiou 100 mil mulheres.