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Pernambuco, 01 de maio de 2026

Bem Estar

Financiamentos do Banco do Nordeste em energia renovável evita emissão de 18 milhões de toneladas de CO2

A cada R$ 250 investidos pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), evita-se a emissão de uma tonelada de gás carbônico para o meio ambiente

Postado em 04/07/2025 13:12

Jornalista ,

Projetos de energia limpa financiados pelo BNB em 2024 devem evitar emissão de 18,3 milhões de toneladas de CO₂
Com R$ 4,4 bilhões investidos em usinas eólicas e solares, Banco do Nordeste contribui para geração de 1.930 MW e redução das emissões equivalentes a seis anos da frota de carros de São Paulo.

“Com investimento de cerca de R$ 250 do FNE feito pelo BNB em energias limpas, evita-se a emissão de uma tonelada de gás carbônico para o meio ambiente. Isso demonstra a grande importância estratégica que o Banco teve liderando os investimentos em energia limpa. Além de montarmos uma infraestrutura que garante energia para novas empresas se instalarem na região, ainda estamos contribuindo para a meta do Brasil em reduzir, até 2035, em quase 70% os níveis de emissões de gases de efeito estufa”, afirma José Aldemir Freire, diretor de Planejamento do BNB.

Segundo o executivo, o impacto ambiental desses investimentos feitos pelo Banco do Nordeste com FNE equivale ao sequestro de carbono proporcionado pelo plantio de 952 km² de árvores, correspondendo a cerca de 158 mil campos de futebol. Além disso, o crédito oferece outro efeito positivo para o Brasil: alavancagem de investimentos. “Enquanto o FNE financiou R$ 3,9 bilhões, o conjunto de projetos recebeu outros R$ 3,8 bilhões de recursos próprios dos clientes e outras fontes, gerando emprego e renda, contratando serviços e pagando impostos”, descreve Aldemir.

Os projetos financiados pelo FNE no ano passado são 44 parques solares que receberam R$ 3,5 bilhões do FNE e devem gerar 1.821 MW, além de três parques eólicos que receberam R$ 371,8 milhões e possuem capacidade instalada de quase 110 MW.

Cálculo
Segundo a autora do documento, a pesquisadora do Etene Célia Colen, o impacto é medido utilizando a “Calculadora de Emissões Evitadas e Removidas” do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A metodologia da calculadora estima o CO2e evitado pela diferença entre as emissões resultantes com a utilização de energias renováveis financiadas e as emissões da linha de base, ou seja, as emissões que dependem do perfil da matriz energética em funcionamento no país. Esse perfil é definido pela emissão de CO2 na geração da energia e na construção dos empreendimentos existentes. Essas informações são inseridas no cálculo a partir do Fator de Emissão do Sistema Integrado Nacional (SIN) que é divulgado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.

A economista do ETENE destaca que essa comparação das emissões de GEE (gases de efeito estufa) é uma estimativa feita para todo o ciclo de vida do empreendimento, seu resultado de fato irá depender do funcionamento dessas usinas. O conceito e o cálculo são baseados na contabilidade de intervenção internacional do Guia do World Business Council for Sustainable Developtment.

FNE
O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) atende a mais de 2 mil municípios, é o principal instrumento financeiro da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e um dos pilares do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE). O Fundo é operado pelo Banco do Nordeste sob orientação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).