
O Senado em Pernambuco: Uma corrida de sombras até que Raquel defina o jogo
Adriano Roberto analisa a corrida eleitoral para as duas vagas ao Senado afirmando que não tem nada resolvido ainda
Postado em 19/06/2026 08:22

Se você olhar as últimas pesquisas de intenção de voto para o Senado em Pernambuco, a fotografia do momento parece nítida: nomes de oposição e figuras de forte recall popular aparecem surfando na liderança. Mas a verdade dos bastidores políticos é outra. Essa aparente definição não passa de uma ilusão de ótica. A realidade é que a corrida pelas duas cadeiras em Brasília ainda nem começou de verdade.
Até agora, o que temos na mesa são candidaturas postas quase que exclusivamente pelo campo da oposição e por forças independentes. Os nomes que pontuam na frente se beneficiam do recall de campanhas majoritárias passadas, mas jogam em um cenário confortável, onde o outro lado do campo está completamente vazio.
O governo do Estado ainda não colocou o seu time em campo. A base liderada pela governadora Raquel Lyra guarda as suas cartas a sete chaves, e essa ausência de definição esvazia a validade real de qualquer pesquisa realizada neste momento. É um jogo de sombras.
O verdadeiro termômetro da disputa senatorial só existirá quando a governadora “descer o giz” e anunciar, oficialmente, quem serão os seus dois indicados para a chapa majoritária. Pernambuco sabe do peso que a máquina estadual e uma postulação unificada têm, especialmente no Interior, onde a força governista costuma equilibrar ou até virar o jogo. Poderíamos listar aqui as várias vezes em que o candidato a governador vencedor arrastou nomes antes totalmente desconhecidos até a Casa Alta do Congresso Nacional.
Quando as duas pedras de Raquel forem movimentadas no tabuleiro, o cenário que hoje parece fragmentado — com a direita embolada entre PP, União Brasil e PL, e a esquerda disputando espaço no palanque do Recife — vai sofrer um realinhamento forçado. Candidaturas que hoje parecem consolidadas podem desidratar, e nomes que atualmente aparecem discretos nas pesquisas ganharão musculatura e palanque do dia para a noite.
Até lá, qualquer número divulgado serve apenas para alimentar a rádio corredor da política e dar corda para especulações de bastidor. A eleição para o Senado em Pernambuco continua travada, aguardando o apito inicial que só será dado quando o Palácio do Campo das Princesas decidir jogar.
A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: Será que Raquel Lyra vai deixar para os últimos dias, perto da convenção, o anúncio dos pré-candidatos ao Senado pela coligação governista?