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Nos trilhos, nas estradas, nas entregas: o futuro que Pernambuco volta a construir


Há tempos Pernambuco pedia um choque de realidade na sua agenda de infraestrutura. Por anos, acostumamo-nos a conviver com promessas magnatas que emperravam na burocracia, na briga política ou no divórcio entre o discurso e a execução fiscal. É exatamente por isso que a postura adotada pela governadora Raquel Lyra na entrevista recente, pela Radio Folha, ganha tanto destaque: em vez de palanque fácil, o tom foi de entrega, articulação de bastidores e, sobretudo, foco no que move a economia de verdade.

Quando se fala na “Transnordestina”, o debate deixa de ser uma mera lembrança de campanha para entrar no terreno da sobrevivência logística do Estado. O acerto da gestão em assumir o projeto “debaixo do braço” costurando soluções junto ao governo federal, acompanhando frentes no TCU e cobrando a viabilidade do ramal até Suape mostra uma maturidade administrativa indispensável. Pernambuco não pode se dar ao luxo de assistir passivamente ao isolamento logístico; a retomada do trecho que liga o interior ao nosso complexo portuário é o divisor de águas entre estagnação e competitividade.

Mas a leitura segura da governadora não para nos trilhos. No eixo rodoviário, a priorização de corredores vitais e o avanço de iniciativas como o programa “PE na Estrada”, que redesenha a malha viária como a duplicação da 232 e prepara a Região Metropolitana com obras estruturantes do porte do Arco Metropolitano ou o viaduto da Vitarella (uma obra de infraestrutura rodoviária em andamento na BR-101 Sul, em Jaboatão dos Guararapes) . Tudo isso, escancaram uma mudança de rumo. O segredo não está apenas em inaugurar asfalto, mas em arrumar a casa fiscalmente para ter a coragem de investir onde a população mais sofre com o trânsito e o escoamento estrangulado.

O recado deixado nas entrelinhas da entrevista é claro: o Estado virou a página da lamentação e o que foi deixado para trás e entrou na era da execução. Se o ritmo impresso nas pautas de mobilidade e logística se mantiver, a política pernambucana voltará a ser medida não por discursos inflamados, mas pela espessura do concreto armado e pelo ronco das máquinas nas estradas e ferrovias. E isso, convenhamos, é o que o pernambucano quer ver.

A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: Nos próximos 4 anos nós veremos todas essas mudanças estruturais acontecerem no nosso Estado?

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