
Baixa umidade do ar no Sertão exige cuidado redobrado com a saúde
O perigo das altas temperaturas e baixa umidade do ar no Sertão podem provocar problemas sérios na saúde das pessoas alerta do médico cardiologista Dr. Murilo Gondim
Postado em 13/12/2020 17:26

Foto: Divulgação
Com o tempo seco e quente neste final de semana, conforme noticiado ontem pelo Jornal do Sertão, Previsão do tempo no Sertão, quando mostrou a previsão climática para o período de início e fim da semana. Hoje, o JS Clima chama atenção para os perigos desse panorama climático na saúde das pessoas.
Análise realizada pela Climatologista Francis Lacerda , Mestra em Meteorologia , Doutora em Recursos Hídricos e Pesquisadora do Instituto Agronômico de Pernambuco IPA, mostra o atual panorama climático do Sertão, com baixos valores de umidade relativa (UR) do ar, que podem alcançar a marca dos 20%, prevendo a suscetibilidade das regiões do Sertão do São Francisco e do Agreste.
Perigos e Prevenção para a saúde
Com o clima quente e baixa umidade do ar aumenta o nível de evaporação atmosférica e consequentemente a possibilidade de desidratação aumenta. Com isso a circulação sanguínea fica mais lenta, porque o sangue engrossa, fica mais espesso e denso dificultando o fluxo sanguíneo. O Sertão de Pernambuco, com o clima quente e seco, neste momento vivencia essa situação.
E para alertar a população sobre os perigos e cuidados a serem tomados, com a saúde, nesse momento, o Jornal do Sertão foi ouvir a opinião e recomendações do médico cardiologista, Dr. Murilo Gondim, de Serra Talhada (PE), que faz um alerta:
As recomendações do Medico Murilo Gondim

Imagem: reprodução SEC . Saúde DF
“Nesse momento de altas temperaturas e baixa umidade do ar, cresce o nível de evaporação atmosférica, fazendo o corpo perder água aumentando a possibilidade de desidratação. Com a perda d’água no corpo, o sangue engrossa e fica mais denso e espesso dificultando a circulação.
Dr. Murilo, ainda chama atenção para os cuidados a serem tomados com as pessoas mais idosas e também com aqueles que já apresentam algum problema de saúde, como plaquetas nas artérias, coronárias ou cerebral e, diz: a temperatura alta pode precipitar a formação de coágulo e provocar um enfarto ou um derrame cerebral.
O importante e fundamental para evitar a formação e trombos, e ou ,evitar evolução de pequenas plaquetas, já existentes, precavendo o possível surgimento de outros problemas, é tomar muita água e evitar se expor ao sol nos momentos mais quentes do dia, entre as 10 e 15 horas .
Um alerta veemente para os idosos
E alerta com mais veemência, para os cuidados com os idosos acima de 60 anos, que normalmente, não sentem sede, mesmo submetidos a esforços e às altas temperaturas, pois esses, mesmo sem sentir sede precisam tomar bastante líquido, para evitar a desidratação e até problemas mais sérios, como enfarto ou derrame cerebral.
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