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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Saúde

Psiquiatra ressalta importância do Setembro Amarelo e dá dicas para manter a saúde mental

Dra. Renata Rigacci Abdalla da Faculdade São Leopoldo Mandic destaca quais são os sinais de alerta de problemas psíquicos causados ou agravados pela pandemia.

Postado em 06/09/2021 2021 09:39 , Saúde. Atualizado em 06/09/2021 09:39

Jornalista , Editor Antônio José em Saúde

Foto Reprodução

 

Problemas econômicos, solidão e abuso de álcool e outras drogas, tudo isso associado ao estresse crônico e a outras doenças, podem despertar uma reação por parte do sistema nervoso central, contribuindo para o surgimento de sintomas de depressão e ansiedade. Quem faz esse alerta é a médica psiquiatra e professora do curso de medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC), Dra. Renata Rigacci Abdalla. 

“Estima-se que quase um milhão de pessoas tiram suas vidas a cada ano em todo o mundo, e países de baixa e média renda, como o Brasil, representam 75% de todos os casos. Por isso, o Setembro Amarelo é uma maneira de promover a conscientização sobre um assunto tão importante”, explicou a médica.

No contexto pandêmico, alguns sentimentos como preocupação, cansaço e tristeza, são comuns. Mas, segundo a especialista, se houve intensificação e a permanência deles interferindo no dia a dia, relacionamentos sociais, desempenho na escola ou trabalho, é hora de procurar ajuda. 

Além de problemas como a depressão, a pandemia também tem multiplicado casos da síndrome da cabana. “Os primeiros relatos dessa síndrome foram datados em 1900, quando trabalhadores norteamericanos passavam longos períodos em suas cabanas esperando o inverno rigoroso acabar e, depois, tinham dificuldade de retornar ao convívio social. Atualmente, o nome dessa síndrome (que não é considerada uma doença) tem sido relacionado ao medo que algumas pessoas têm sentido ao sair de casa, após o período de isolamento social”, conta Dra. Renata Rigacci Abdalla.

Segundo ela, sintomas como angústia, medo, inquietação, irritabilidade, alterações no sono, taquicardia, entre outros podem aparecer durante a retomada das atividades como vem acontecendo nas últimas semanas. “Quando esses sintomas são intensos a ponto de causar sofrimento e prejuízos significativos, é necessário buscar ajuda de um profissional especializado”. 

Xô preconceito! 

O desenvolvimento de um transtorno psíquico em qualquer fase da vida é mais comum do que se pensa. Mas, ainda há um enorme preconceito em relação ao diagnóstico e ao tratamento de transtornos mentais. Muitas vezes o sofrimento psíquico ainda é encarado como ‘fraqueza’ ou falta de controle, de empenho e de força de vontade. “Acredito que o principal motivo para esse estigma seja a falta de conhecimento e o melhor jeito de combater o preconceito é fornecer informações sobre transtornos mentais”, conta a médica. Daí a importância da Campanha Setembro Amarelo. 

Quando procurar ajuda? 

Alterações de comportamento, abuso de álcool e outras substâncias, sintomas depressivos como tristeza, desesperança e ansiedade intensa são sinais importantes que indicam a necessidade de pedir ajuda. Quando esses sintomas são identificados, é importante saber que as pessoas não estão sozinhas. É fundamental acessar pessoas próximas e procurar atendimento especializado em saúde mental, como psiquiatras, psicólogos, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e, em caso de pensamentos suicidas, disque 188 para falar com os profissionais do Centro de Valorização da Vida (CVV).

Fica a dica!

Para cuidar da saúde mental é preciso mantenha bons hábitos de sono e alimentação saudável; Organizar a rotina de atividade física e manter a regularidade; Reduzir a exposição excessiva a notícias ou conteúdo em redes sociais, que causam ansiedade ou sofrimento;  Cuidar dos relacionamentos sociais e cultivar uma rede de apoio; Praticar a atividades que tragam prazer; Evitar a automedicação, assim como o consumo excessivo de álcool e outras substâncias psicoativas; além de procurar ajuda quando necessário, reconheça os próprios limites.