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Pernambuco, 26 de maio de 2026

Educação

Que cansaço é esse?!!!! Por Diedson Alves

A atual conjuntura, essa busca incessante, tem provocado várias síndromes uma delas a de burnot em que consiste: “um estado de esgotamento emocional, mental e físico causado pelo estresse excessivo e prolongado.

Postado em 15/02/2022 19:30

Colunista

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação

“A vida está tão corrida”, “tudo está passando muito rápido”, “não tenho tempo para nada”, “o dia está mais curto”, “não vejo o tempo passar”, “estou me matando de trabalhar”, “sem tempo nem para ver minha família”, “agora não dá tempo”, “que vida louca”, enfim, a vida contemporânea traz cada vez mais essas situações e historicamente crises, revoluções, pandemias e revoluções aceleram processos; um deles, a tecnologia e no momento em que ela, “as máquinas”, tornam-se parte do nosso dia a dia, consequentemente nos dedicamos a mais horas de trabalho, foi assim na primeira revolução industrial, agora na era dos smartphones é assim trabalhos home office.

O historiador Leandro Karnal, nos provoca a uma profunda reflexão sobre as relações que envolvem o mundo do trabalho no século XXI, o referido professor, destaca que: “o trabalho se tornou o único suicídio ético”, o matar-se de trabalhar em prol de uma vida que abre mão de momentos em família para produzir cada vez mais, que vende seu ócio, em função de um negócio, é eticamente aceito pela sociedade pós moderna. Se dar cada vez mais, ser cada vez mais competitivo, ser o melhor, bater metas insaciáveis, tornando uma empresa que não dorme em busca de resultados.

A atual conjuntura, essa busca incessante, tem provocado várias síndromes uma delas a de burnot em que consiste: “um estado de esgotamento emocional, mental e físico causado pelo estresse excessivo e prolongado. Inegavelmente, ocorre quando você se sente oprimido, emocionalmente drenado, e incapaz de atender às constantes demandas”. Isso é cada vez mais frequente no dia a dia a humanidade não tem dado conta do recado, a exaustão é eminente.

A filosofia nos ajuda a compreender essa sensação de exaustão permanente, o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han ratifica filosoficamente tal contexto contemporâneo: “vivemos na sociedade do cansaço, que naturalizou a cobrança excessiva por produtividade, pela alta performance e pelos resultados, tudo isso sob o pano da positividade. Com tanta pressão, saúde física e mental pedem a conta”.

Em qual a saída para tudo isso ora abordado, a psicóloga, Ana Gabriela Andriani deixa algumas orientações: “É preciso questionar o sentido das coisas que fazemos, de nossa atividade profissional, das atividades com as quais nos envolvemos, das nossas relações e do uso das redes sociais. Esse olhar crítico é fundamental para que possamos identificar o quanto nossas atitudes são pautadas em coisas que são, de fato, significativas pra gente ou o quanto estamos fazendo isso porque outras pessoas fazem ou porque estamos em um piloto automático”.