
Que cansaço é esse?!!!! Por Diedson Alves
A atual conjuntura, essa busca incessante, tem provocado várias síndromes uma delas a de burnot em que consiste: “um estado de esgotamento emocional, mental e físico causado pelo estresse excessivo e prolongado.
Postado em 15/02/2022 19:30

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação
“A vida está tão corrida”, “tudo está passando muito rápido”, “não tenho tempo para nada”, “o dia está mais curto”, “não vejo o tempo passar”, “estou me matando de trabalhar”, “sem tempo nem para ver minha família”, “agora não dá tempo”, “que vida louca”, enfim, a vida contemporânea traz cada vez mais essas situações e historicamente crises, revoluções, pandemias e revoluções aceleram processos; um deles, a tecnologia e no momento em que ela, “as máquinas”, tornam-se parte do nosso dia a dia, consequentemente nos dedicamos a mais horas de trabalho, foi assim na primeira revolução industrial, agora na era dos smartphones é assim trabalhos home office.
O historiador Leandro Karnal, nos provoca a uma profunda reflexão sobre as relações que envolvem o mundo do trabalho no século XXI, o referido professor, destaca que: “o trabalho se tornou o único suicídio ético”, o matar-se de trabalhar em prol de uma vida que abre mão de momentos em família para produzir cada vez mais, que vende seu ócio, em função de um negócio, é eticamente aceito pela sociedade pós moderna. Se dar cada vez mais, ser cada vez mais competitivo, ser o melhor, bater metas insaciáveis, tornando uma empresa que não dorme em busca de resultados.
A atual conjuntura, essa busca incessante, tem provocado várias síndromes uma delas a de burnot em que consiste: “um estado de esgotamento emocional, mental e físico causado pelo estresse excessivo e prolongado. Inegavelmente, ocorre quando você se sente oprimido, emocionalmente drenado, e incapaz de atender às constantes demandas”. Isso é cada vez mais frequente no dia a dia a humanidade não tem dado conta do recado, a exaustão é eminente.
A filosofia nos ajuda a compreender essa sensação de exaustão permanente, o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han ratifica filosoficamente tal contexto contemporâneo: “vivemos na sociedade do cansaço, que naturalizou a cobrança excessiva por produtividade, pela alta performance e pelos resultados, tudo isso sob o pano da positividade. Com tanta pressão, saúde física e mental pedem a conta”.
Em qual a saída para tudo isso ora abordado, a psicóloga, Ana Gabriela Andriani deixa algumas orientações: “É preciso questionar o sentido das coisas que fazemos, de nossa atividade profissional, das atividades com as quais nos envolvemos, das nossas relações e do uso das redes sociais. Esse olhar crítico é fundamental para que possamos identificar o quanto nossas atitudes são pautadas em coisas que são, de fato, significativas pra gente ou o quanto estamos fazendo isso porque outras pessoas fazem ou porque estamos em um piloto automático”.