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Pernambuco, 11 de junho de 2026

Política

Cenários Políticos do Brasil | por Angelo Castelo Branco

Os enigmas eleitorais estão postos ao julgamento dos eleitores pernambucanos. O estado terá cinco candidatos ao governo, número este que bate o recorde quando comparado com os mais recentes confrontos pelo poder

Postado em 06/04/2022 11:00

Na coluna, publicada no JS Digital, o jornalista comenta o xadrez político à sucessão para o Palácio do Campo das Princesas

 

Duas mulheres e três homens disputam o inquilinato no Palácio do Campo das Princesas

 

Os protagonistas

Os enigmas eleitorais estão postos ao julgamento dos eleitores pernambucanos. O estado terá cinco candidatos ao governo, número este que bate o recorde quando comparado com os mais recentes confrontos pelo poder. Duas mulheres e três homens estão em plena campanha, tentando cada um convencer que é o melhor de todos.

Três deles eram prefeitos e dois são deputados federais. Raquel Lyra de Caruaru, Anderson Ferreira de Jaboatão dos Guararapes e Miguel Coelho de Petrolina possuem vitrines expondo os seus feitos durante o exercício nas respectivas prefeituras. Marília Arraes e Danilo Cabral são candidatos mais ideológicos sem passagens por chefias do executivo, e ambos aderiram à plataforma eleitoral do Partido dos Trabalhadores ou do Lulismo.

Um quadro ruim

Governar Pernambuco não é tarefa simples. O estado vem, nas últimas décadas, perdendo status econômico e agravando diferenças sociais constrangedoras. Perdeu tempo com políticas assistenciais e paternalistas anacrônicas, enquanto os vizinhos incrementaram ações e projetos mais pragmáticos no formato e nos resultados. O quadro social nas ruas do Recife entristece mais do que empolga.

A expectativa de agora em diante fica por conta das metas administrativas e dos prazos que cada candidato deve propor para a execução dos projetos visando a recuperação econômica e, também, providências para reinventar o sistema de escolas públicas que se acha numa imensa desvantagem em comparação com o ensino privado.

A escola não pode condenar o jovem

As crianças privilegiadas em escolas particulares estão sendo alfabetizadas em dois idiomas enquanto a situação nas redes públicas não parece adequada às emendas do mundo real. Os candidatos devem transmitir a percepção da necessária coragem para falar com clareza sobre esse grave obstáculo que vem condenando gerações de jovens pobres ao subemprego e à desesperança.

A tarefa é hercúlea. Passa por um diálogo com professores e acordos ideológicos com sindicatos e associações de esquerda e de direita. Pernambuco precisa fazer uma autocrítica honesta para melhor aplicar os recursos destinados à educação pública. As diferenças sociais não vão desaparecer enquanto perdurar o desnível entre a escola pública e o ensino privado.