
A união entre Raquel Lyra (PSDB) e Miguel Coelho (UB), sonhada por muitos agentes políticos, subiu pelo telhado. Caciques acreditava que o pacto entre as duas principais lideranças do interior do Estado traria novo gás para as eleições, tornando uma candidatura robusta para enfrentar a máquina.
O maior impasse foi a cabeça da chapa. Nenhum dos dois bicudos quiseram abrir mão.
O cenário mais provável traria Miguel como candidato ao governo, já que não possui a idade mínima, 35 anos, para concorrer ao Senado. Assim, a vaga para Câmara Alta ficaria com Lyra; completando o time, representando o litoral, a deputada estadual Priscila Krause (CID), a vice.
Porém, este quadro não agradou a ex-prefeita de Caruaru, que acredita que tem maior potencial para chegar ao segundo turno, pois em análise a pesquisas qualitativas, seu nome ainda continua bem posto, mesmo com o fator Marília Arraes (SD) que seria, segundo seus analistas, fogo de palha.
Miguel, por sua vez, também não arredou o pé com o desejo de ser candidato. Com uma gestão muito bem avaliada em Petrolina e tendo um perfil bem próximo ao novo eleitorado e a nova forma de fazer política, acredita que tem muitas chances de crescer.
Assim, decidiram continuar trilhando cada um o seu caminho, podendo se recontratar no segundo turno das eleições, apoiando ou sendo apoiados.










