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Entenda o que muda nas regras da EAD: Governo proíbe cursos a distância em Medicina, Direito e Psicologia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou  em Brasília, o decreto que cria a Nova Política de Educação a Distância (EaD) no Brasil. A principal mudança é a proibição da oferta de cursos 100% a distância em áreas como medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia, que agora deverão ser exclusivamente presenciais.

Além dessas graduações, outros cursos da área da saúde e as licenciaturas só poderão ser ofertados nos formatos presencial ou semipresencial (híbrido).

O que muda com o novo decreto?

O novo marco regulatório traz regras mais rígidas e visa garantir a qualidade do ensino superior a distância, que cresceu de forma acelerada nos últimos anos. Segundo o Ministério da Educação (MEC), o foco está no fortalecimento da formação dos estudantes e na valorização dos professores.

Entre os principais pontos do decreto, estão:

  • Proibição do EAD para cinco cursos: medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia só poderão ser presenciais;

  • Semipresencial regulamentado: cursos de licenciatura e da área da saúde poderão adotar o modelo híbrido, com parte das aulas presenciais e parte virtual, desde que ao vivo e mediadas por profissionais qualificados;

  • Aulas ao vivo com limite de alunos: cada professor ou mediador pedagógico poderá atender até 70 alunos por aula online;

  • Infraestrutura obrigatória nos polos de EAD: laboratórios, salas de coordenação, internet e ambientes de estudo serão exigidos;

  • Avaliações presenciais obrigatórias: mesmo em cursos EAD, será preciso realizar pelo menos uma prova presencial por disciplina, que terá peso maior na nota final;

  • Criação do cargo de mediador pedagógico, com vínculo formal com a instituição e função distinta dos tutores.

EAD continua, mas com limites

O decreto classifica os cursos em três formatos:

  1. Presenciais: com até 30% da carga horária em EAD;

  2. Semipresenciais: com atividades presenciais (estágio, laboratório) e aulas online ao vivo;

  3. A distância (EAD): agora devem ter, no mínimo, 20% da carga horária em atividades presenciais ou online ao vivo — e não mais 100% gravadas.

As instituições de ensino superior terão dois anos para se adaptar às novas regras.

Por que o governo decidiu mudar?

Em 2024, o MEC suspendeu a criação de novos cursos EAD e abertura de polos. A medida buscava conter o crescimento desordenado da modalidade e estabelecer critérios de qualidade mais exigentes.

Entre 2018 e 2023, os cursos a distância cresceram 232%. Em 2023, o número de novos alunos no EAD foi o dobro dos cursos presenciais. No setor privado, 73% dos estudantes ingressaram em cursos a distância.

Apesar da popularização, surgiram críticas à baixa qualidade de parte dos cursos ofertados, principalmente nas áreas da saúde e licenciaturas, que exigem práticas presenciais. O novo marco busca equilibrar expansão com responsabilidade.

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