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Pernambuco, 13 de março de 2026

Política

As incertezas e preocupações sobre a volta às aulas presenciais

Há várias discussões por parte de especialistas e organizações, onde alguns consideram importante, outros não, a testagem nos alunos. Existem países, como a Coreia do Sul, que realizam testes semanalmente em seus alunos. Outras nações, como a França, pretendem realizar mensalmente os testes de COVID-19 nos estudantes

Postado em 18/02/2021 18:39

Colunista

Especialista em Gestão Pública, Aluísio Sampaio escreve quinzenalmente a coluna “Políticas Públicas”,

A pandemia de COVID-19 é o desafio mais complexo até o momento vivenciado pelos profissionais de educação em todas as regiões do mundo, e um grande temor e preocupação para os pais de crianças, no que se refere ao retorno às aulas presenciais. De acordo com as orientações mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a decisão de fechar ou reabrir escolas deve ser orientada por uma abordagem baseada em risco, tendo em vista a epidemiologia local de COVID-19 e a capacidade das instituições de ensino de adaptar seu sistema e operar com segurança. O fechamento dos estabelecimentos de ensino só deve ser considerado quando não houver outra alternativa.

Na grande maioria dos países, as instituições de ensino reabriram de maneira total ou parcial, mas ainda buscam alternativas para que elas funcionem em circunstâncias satisfatórias e conforme as ações e medidas sanitárias recomendadas pela OMS, bem como das autoridades de saúde dos países. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), 80% dos países neste mês de fevereiro, estão com suas atividades educacionais em formato presencial. O Brasil, um dos países com mais tempo sem aula, começa aos poucos, reabrir as escolas, mas seguindo predefinições regionais.

As incertezas e preocupações sob

Por incrível que pareça, não existe ainda um planejamento nacional para a retomada das aulas em todo o Brasil. Desde o início da pandemia, não houve nenhuma ação por parte do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, para orientar ou coordenar a reabertura das escolas. Dessa forma, levando a ocasionar mais desigualdades regionais pelo país, principalmente em municípios mais carentes.

Pelo o que está sendo observado nas regiões do país, como Pernambuco, São Paulo e Mato Grosso do Sul, aonde acontecerá aulas presenciais, os procedimentos de segurança adotados serão vários, entre os mais comuns, o uso de máscaras, higiene das mãos e distanciamento social entre alunos. Vale destacar que os alunos não passarão por testes de COVID-19 para antes do retorno das aulas, por não haver material suficiente de testagem em estoque ou aquisição para todos os alunos. De acordo com estudos científicos disponíveis, cerca de 8.5% de casos de COVID-19 notificados pelo mundo, entre crianças e adolescentes, apresentaram relativamente poucos óbitos e casos graves quando comparados a outras faixas etárias. São menos infectadas e quando contaminadas, manifestam a doença de maneira leve ou assintomática.

Há várias discussões por parte de especialistas e organizações, onde alguns consideram importante, outros não, a testagem nos alunos. Existem países, como a Coreia do Sul, que realizam testes semanalmente em seus alunos. Outras nações, como a França, pretendem realizar mensalmente os testes de COVID-19 nos estudantes. E recentemente, a Universidade de Oxford, em conjunto com a AstraZeneca, empresa biofarmacêutica global, desenvolveram uma vacina específica para crianças e jovens entre 6 e 17 anos e que em breve, iniciará os testes.

Por fim, só o tempo e as circunstâncias nos apresentarão os resultados e as medidas que deverão ser tomadas e assim contornar essa situação pandêmica, que infelizmente ainda está longe de acabar.

 

Quem é Aluísio Sampaio Neto: Mestre em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido, Especialista em Gestão Pública Municipal e Saúde, Professor em Computação e Administrador sampaioaluisio@hotmail.com