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Pernambuco, 17 de junho de 2026

Agronegócios

Após recorde histórico de exportação, Vale amarga R$ 60 mi em prejuízos na fruticultura

O excesso de chuva trouxe prejuízos para a fruticultura da região do Vale do São Francisco.

Postado em 03/02/2022 09:30

Colunista
Jornalista ,

O excesso de chuva trouxe prejuízos para a fruticultura da região do Vale do São Francisco. (foto: divulgação)

Depois do Brasil bater o recorde histórico em exportação de frutas em 2021,  com faturamento de mais de US$1,21 bilhão, segundo o Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os produtores do Vale do São Francisco iniciaram 2022 amargando prejuízos.

Os produtores de frutas anunciaram nesta semana que a safra de manga e uva do 1º semestre deste ano já está comprometida em 80% devido às fortes chuvas que caíram em Petrolina e região. As precipitações começaram em dezembro do ano passado e perduram até agora.

Atualização dos números

A categoria, que hoje reúne mais de 2 mil produtores somente em Petrolina, adiantou que o volume maior das perdas ocorre nas áreas onde os pomares estão no período de floração. O excesso de água compromete o desenvolvimento vegetativo da planta, dificulta a fecundação, causa o aborto das flores e, no final da maturação, provoca a ruptura e a podridão das bagas.

Para se ter uma ideia das perdas atuais, somente para o mercado externo o Vale do São Francisco comercializou, na safra do ano passado, 75.127 toneladas de uvas e 245.737 toneladas de mangas, segundo dados do Comex Stat do Ministério das Relações Exteriores.

O resultado foram prejuízos da ordem de R$ 45 milhões com a perda de mais de 15 mil toneladas das frutas. Com a continuidade do período chuvoso, a situação se agravou elevando os prejuízos de R$ 45 para R$ 60 milhões. Até o dia 13 de janeiro desse ano, segundo estimativas do SPR, os prejuízos com a uva já passavam de R$ 33 milhões com a perda de 20 mil toneladas da fruta. Na cultura da manga, os produtores contabilizaram prejuízos da ordem de R$ 27 milhões com a perda de 10 mil toneladas.

Sobre o mercado

O Vale do São Francisco produz anualmente mais de um milhão de toneladas de frutas, das quais 80% são uvas de mesa e mangas que geram 100 mil empregos diretos e movimentam cerca de U$ 420 milhões nos mercados internos e externos.

Dentre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2021 estão: mangas, com US$ 248 milhões e 20% do total exportado no período; melões, com US$ 165 milhões e 14% de participação; uvas, com US$ 155,9 milhões e 13%; nozes e castanhas, com US$ 151,9 milhões e 13%; limões e limas, com US$ 123,8 milhões e 10% de participação.
A fruticultura detém a marca expressiva de 5,5 milhões de empregos diretos, o que demonstra sua relevância no cenário econômico brasileiro, bem como a sua consolidação nas exportações.