


Um novo tom as festas juninas | Por Diedson Alves
Um reencontro com nossas raízes, pois nem a pandemia, nem a indústria cultural no contexto globalizado conseguiram apagar a chama da sanfona, do triângulo, da zabumba, do regionalismo
Postado em 21/06/2022 19:00

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação
Em outro momento já abordei o contexto histórico que originou os nossos festejos juninos, no qual o Nordeste, principalmente o sertão nordestino, deu tom e corpo a essa grande manifestação cultural de proporções mundiais. Mas, essa edição traz algo mais, traz um novo ingrediente que, inclusive, tem sido analisado com profundidade por diversos especialistas.
Em uma entrevista a um jornal paraibano a cantora, Elba Ramalho expressou muito bem este sentimento, que hoje culmina com arraiás junino que trazem esta atmosfera “Foi muito difícil. Onde foi parar aquela alegria do São João? Durante a pandemia eu me peguei pensando, eu não sei fazer outra coisa, a não ser cantar. A minha vida inteira foi assim nos últimos 45 anos (…)”.
Portanto, todo o enredo que as festividades marcam, desde ornamentação, culinária, ensaios, danças, chegando a megas produções e apresentações milionárias, tem contagiado direta e indiretamente todos os espaços e pessoas de diversos segmentos econômicos, sociais e culturais. Há uma chama a mais, um calor a mais, um sentido a mais é, na verdade, um grande reencontro.
Um reencontro com nossas raízes, pois nem a pandemia, nem a indústria cultural no contexto globalizado conseguiram apagar a chama da sanfona, do triângulo, da zabumba, do regionalismo, enfim, da ratificação da nossa própria existência….VIVA SÃO JOÃO…..!!!!!!