
Pernambuco dispara e lidera crescimento de startups no Brasil
O eixo da inovação no Brasil está mudando. Embora o Sudeste ainda concentre a maior parte das startups, o Nordeste se firma como a segunda principal região do país e lidera o crescimento proporcional.
Postado em 17/03/2026 12:08

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Nesse cenário, Pernambuco se destaca: o estado registrou alta de 72,2% no número de startups, o maior avanço percentual entre todas as unidades da federação, segundo o Sebrae Startups Report Brasil 2025.
O desempenho pernambucano reflete o fortalecimento do ecossistema de inovação, impulsionado por universidades, parques tecnológicos e políticas de incentivo.
Para o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, o cenário é positivo:
“Os dados evidenciam a ampliação consistente do ecossistema de startups em Pernambuco, refletindo um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento tecnológico, à atração de investimentos e à geração de negócios qualificados.”
Segundo ele, o crescimento também fortalece a inovação como vetor estratégico para o desenvolvimento econômico do estado.
O levantamento analisou 22.869 startups em todo o país até dezembro de 2025, um crescimento de 26,7% em relação ao ano anterior.
A evolução é significativa:
2023: 11.336 startups
2024: 18.056
2025: 22.869
O avanço demonstra uma expansão acelerada e maior presença das startups em diferentes regiões.
O Sudeste ainda lidera, com 36% das startups brasileiras. No entanto, o Nordeste já representa 25,2% do total, superando o Sul, Centro-Oeste e Norte.
No ranking por estados, Pernambuco aparece na quinta colocação, com 1.188 startups, equivalente a 5,2% do total nacional.
No recorte municipal, Recife é a principal representante nordestina, ocupando o 4º lugar no país, com 640 startups e crescimento de 46,1% — o maior entre as dez principais capitais.
Outros destaques incluem:
Fortaleza (571 startups; +40,6%)
Teresina (440 startups; +19,2%)
O ranking geral é liderado por São Paulo, seguido por Florianópolis e Rio de Janeiro.
O estudo mostra que mais de 70% das startups brasileiras atuam no modelo B2B ou B2B2C, oferecendo soluções para empresas.
Os principais setores são:
Tecnologia da Informação (14,5%)
Saúde e bem-estar (11,8%)
Educação (8,5%)
Agronegócio (7,5%)
Impacto socioambiental (6,1%)
O modelo de receita mais comum é o SaaS, adotado por 39,1% das startups.
Apesar do crescimento, o ecossistema ainda está em fase inicial:
37,7% das startups estão em validação
25,1% em ideação
Mais da metade ainda não gera receita. Por outro lado, há forte uso de tecnologia:
Inteligência Artificial (51,8%)
APIs (26,7%)
Computação em nuvem (22,6%)
O principal desafio agora é escalar os negócios e ampliar o acesso a mercados.
Em 2025, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas realizou mais de 93 mil atendimentos a startups, crescimento de 17,2%.
Para o presidente da instituição, Décio Lima, o avanço do Nordeste confirma o potencial da região:
“O Nordeste é o segundo polo de startups do Brasil. Isso mostra o potencial da região e a importância de fortalecer esse ecossistema.”
Já o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, destaca o papel das plataformas da instituição no apoio aos empreendedores.